Alece promove palestra de conscientização sobre respeito à pessoa idosa
Por Ana Vitória Marques15/06/2026 17:36 | Atualizado há 1 hora
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- Foto: Alex Costa
Saber reconhecer os diferentes tipos de violência é essencial para se proteger e poder denunciar.
Por isso, a Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece), por meio do Serviço de Atenção ao Adulto e à Pessoa Idosa (Sapi), realizou a palestra "Respeito à pessoa idosa: preservar a dignidade, a autonomia e a independência dos idosos, valorizando seu papel social e combatendo o etarismo", nesta segunda-feira (15/06).
A ação teve como motivação o Dia Mundial de Conscientização da Violência contra a Pessoa Idosa, celebrado neste dia 15 de junho.
Confira a matéria produzida pela Comunicação Interna sobre a data e o serviço oferecido pelo Sapi.
Conforme destacou a orientadora da Célula de Terapia Ocupacional do Departamento de Saúde e Assistência Social da Alece (DSAS) e coordenadora do Sapi, Milene Mota, iniciativas como essa são importantes para conscientizar os idosos atendidos pelo serviço, considerando as diferentes realidades sociais, etárias e cognitivas deles.
Foto: Alex Costa
“A violência contra a pessoa idosa é muito maior do que as pessoas imaginam. Ela não acontece apenas quando alguém agride ou machuca um idoso. A omissão de cuidado, de alimento, de saúde, de lazer e de convivência social também é uma forma de violência”.
Informação e acolhimento de experiências diversas
A atividade foi conduzida pelas assistentes sociais do DSAS Jacqueline Coelho e Grace Kelly Rangel. As especialistas apresentaram informações sobre como reconhecer violências e por quais canais as denúncias podem ser feitas.
Como indicou Jacqueline Coelho: “Às vezes, atitudes que parecem normais estão encobrindo situações de abuso e violência. Por isso, é necessário mostrar os sinais e ajudar os idosos a perceberem que aquilo não é cuidado, é violência”.
Jacqueline Coelho, assistente social do DSAS - Foto: Alex Costa
Além disso, o encontro proporcionou momentos para que os idosos atendidos pelo Sapi pudessem compartilhar as próprias experiências com a temática.
“Eles precisam ter autonomia, precisam saber se defender e exercer os seus direitos. Não podemos invalidar a pessoa idosa nem retirar seus direitos. Ela ainda tem potencial, capacidade e deve continuar exercendo seu papel na sociedade. A rede de suporte existe para isso, para que o idoso se sinta digno, tenha saúde mental e continue fazendo parte da sociedade”.
Acolhimento e humanização da pessoa idosa
Para Aldenora Machado Matos, de 71 anos, as palestras e conversas sobre assuntos como esses funcionam como alertas para todos os idosos que são atendidos pelo Sapi, como ela.
“Aqui no Sapi, toda informação que a gente precisa saber eles dão para a gente. Tem palestras, conscientização e a gente aprende coisas que nunca imaginava saber. Isso é de suma importância”.
Aldenora Machado Matos - Foto: Alex Costa
Em sua experiência na terceira idade, Aldenora contou de alguns episódios que já viveu pela questão etária. Um deles foi o desrespeito à prioridade em filas em um aeroporto. Quando perguntou sobre o seu direito, recebeu uma resposta curta e grossa de que não seria atendida.
“As pessoas precisam ser conscientizadas. Existe a lei do idoso, existe prioridade, e muitas vezes os idosos ainda precisam lutar para que seus direitos sejam respeitados”.
Entretanto, mais do que conhecimento, Aldenora, que já é atendida pelo Sapi há dois anos, ressaltou o cuidado e o acolhimento dos profissionais com as pessoas atendidas.
“O jeito como eles tratam os idosos é maravilhoso. É sempre com sorriso, abraço e carinho. Às vezes a pessoa está em casa chateada, mas quando chega aqui encontra acolhimento. Eu me arrependo de não ter vindo há quatro anos. Minhas irmãs já participavam e eu fui adiando. Hoje vejo como esse espaço faz diferença”.
Responsabilidade social
Além da necessidade de informar os idosos, Milene Mota ressaltou a responsabilidade social de cada cidadão para com esse público, principalmente profissionais de saúde.
Foto: Alex Costa
“É importante denunciar. Não adianta ver uma pessoa sendo violentada e se calar. A gente cobra muito do Estado, e ele tem responsabilidade, mas também é dever nosso dar essa proteção aos idosos. Quando a gente protege os idosos, a gente protege o nosso próprio futuro”.
Por isso, é importante saber por quais canais é possível realizar uma denúncia:
- Disque 100
- Delegacias especializadas - Contato (85) 3101-2496
- Defensoria Pública - Alô Idoso 0800-85-0022
- Conselhos da Pessoa Idosa: Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa Idosa (CMDPI) - Contato 0800-285-0880 / Conselho Estadual dos Direitos dos Idosos (Cedi/CE) - Contatos (85) 98958-0574 / (85) 98957-2567
- Cras e Creas
Outros pontos importantes para estar atento são os sinais de alerta nos idosos:
- Medo excessivo;
- Tristeza;
- Isolamento;
- Lesões frequentes;
- Má higiene;
- Falta de alimentação adequada;
- Mudancas repentinas no comportamento;
- Uso indevido da aposentadoria e de bens patrimoniais.
Como prevenir?
- Fortalecer vínculos familiares;
- Incentivar o respeito à pessoa idosa;
- Promover políticas públicas;
- Ampliar redes de proteção;
- Orientar familiares e cuidadores;
- Estimular denúncias.
Saiba mais

Essa iniciativa da Alece está vinculada a, pelo menos, dois Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas:
- 03 - Saúde e bem-estar;
- 16 - Paz, justiça e instituições eficazes.
Os ODS são uma chamada ao enfrentamento a questões globais e buscam promover projetos com foco em paz, saúde, educação, igualdade e prosperidade, proteção ao meio ambiente e ao clima, desenvolvimento de comunidades e cidades mais sustentáveis. A Alece, por meio de suas ações efetivas, busca contribuir com o alcance dos ODS desde 2021, quando aderiu ao Pacto Global da ONU.
Edição: Samaisa dos Anjos
Comunicação Interna da Alece
E-mail: comunicacaointerna@al.ce.gov.br
Página: https://portaldoservidor.al.ce.gov.br/
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Autor: Pedro Emmanuel Goes/Agência de Notícias