Ir para o conteúdo principal
Notícia

Alece destaca Dia Mundial de Conscientização da Violência contra a Pessoa Idosa

Por Ana Vitória Marques
15/06/2026 08:30 | Atualizado há 6 horas

Compartilhe esta notícia:

Foto notícia - Arte: Célula de Publicidade e Marketing da Alece

O aumento da expectativa de vida da população brasileira, seguindo um dinâmica mundial, aponta para um cenário que demanda uma mudança ampla da sociedade na forma como ver e apoiar as pessoas idosas e suas demandas.

Neste contexto, a sensibilização e informação da população e a construção e avanços nas políticas públicas se tornam ainda mais importantes, principalmente, quando o assunto é um problema  enfrentado por este público: os diferentes tipos de violências contra a pessoa idosa.  

Neste mês, é celebrado o Junho Violeta, campanha global relacionada ao Dia Mundial de Conscientização da Violência contra a Pessoa Idosa (15/06). Por isso, nesta data, destacamos uma iniciativa da Alece que, ao longo do ano, promove saúde integral e bem-estar: o Serviço de Atenção ao Adulto e à Pessoa Idosa (Sapi).  

A orientadora da Célula de Terapia Ocupacional do Departamento de Saúde e Assistência Social da Alece (DSAS) e coordenadora do Sapi, Milene Mota, destaca que essa é uma luta contínua e que é responsabilidade de todos.  

“O combate à violência contra a pessoa idosa é diário. Mas a ONU instituiu esse dia como um momento de conscientização contra uma violência muito importante e que vem crescendo, muitas vezes até dentro do próprio lar. Isso não é obrigação apenas do Estado. É obrigação de toda pessoa, de todo cidadão. Se você conhece algum idoso que sofre violência, é sua obrigação denunciar”. 

O Dia Mundial de Conscientização da Violência contra a Pessoa Idosa foi instituído em 2006 pela Organização das Nações Unidas (ONU) em conjunto com a Rede Internacional de Prevenção à Violência contra a Pessoa Idosa (INPEA).

Quais os tipos de violência contra pessoas idosas? 

Para a Organização Mundia da Saúde (OMS), a violência contra a pessoa idosa é “um ato único ou repetido, ou a falta de ação apropriada, ocorrendo em uma relação de confiança, que cause dano ou sofrimento à pessoa idosa”.  

Milene citou alguns tipos de violências que são cometidas: “Quando se fala em violência, as pessoas pensam logo em violência física. Mas até a ausência de cuidado é uma negligência e um tipo de violência. Aquela falta de cuidado, aquela falta de atenção com o idoso. Além de outras violências, como a psicológica e a patrimonial”.  

Milene é orientadora da Célula de Terapia Ocupacional e coordenadora do Sapi. Foto: Alex Costa

Assim, a a gestora apontou como essencial a preservação da autonomia da pessoa idosa para a qualidade de vida, diferenciando-o do conceito de independência.  

“Autonomia é a capacidade de tomar decisões. A independência está muito relacionada à condição física e, às vezes, cognitiva. Você pode ter autonomia para escolher uma roupa, mas não conseguir vesti-la sozinho. A busca eterna, em qualquer idade, é ter qualidade de vida, conseguir resolver seus problemas e tomar suas decisões”. 

Atuação da Alece no combate à violência contra a pessoa idosa 

Por meio do Serviço de Atenção ao Adulto e à Pessoa Idosa (Sapi), a Alece atende 65 idosos divididos em duas turmas: nas segundas-feiras à tarde e terças-feiras de manhã. O público atendido é formado por servidores aposentados, dependentes de servidores e moradores das comunidades do entorno da Casa com idade igual ou superior a 60 anos. 

De acordo com Milene Mota, o serviço oferece atendimento multiprofissional e atividades diversas de promoção à saúde e qualidade de vida da pessoa idosa. Nos encontros, são trabalhados temas diversos, como alimentação, atividade física e envelhecimento saudável. 

"A preocupação aqui é abordar todos os temas relacionados ao idoso, sempre buscando qualidade de vida, autonomia e independência”. 

Nas rodas de conversa também são trazidas informações sobre o reconhecimento da violência, como denunciar, além do acompanhamento de cada participante. Nas ações, são contempladas a estimulação, o treino e a reabilitação cognitiva na prevenção e tratamento do declínio cognitivo, com foco no resgate da autoestima, promoção do convívio social e uma vida mais ativa. 

Experiência de quem vivencia a terceira idade e os desafios trazidos com o novo ciclo 

A Elisa Maria Sampaio, de 75 anos, participa do Sapi desde o primeiro semestre de 2025. Para ela, o principal destaque são as trocas de experiências entre pessoas da mesma idade e os aprendizados adquiridos ao longo das atividades que participa.  

Elisa durante atividade promovida pelo Sapi em junho de 2026. Foto: Alex Costa

“Além da convivência com pessoas da nossa idade, a gente aprende coisas que já passaram pela memória e que acabamos esquecendo. Eles oferecem oportunidades de saúde, nutrição e convivência. Cada profissional vem compartilhar um pouco do conhecimento para que a gente possa praticar em casa também e essas atividades vão integrando a gente na sociedade”, comentou.  

Quando perguntada sobre os índices de violências contra pessoas idosas, Elisa lamentou que muitas pessoas passem por isso e ainda sofra consequências, como o isolamento e a depressão.  

“Aqui [Sapi] eles têm todo o tratamento. Quando identificam uma necessidade, encaminham para o setor adequado”.  

Júlia Barbosa, de 74 anos, conheceu os serviços do Sapi durante um atendimento da Célula de Fisioterapia do DSAS. Moradora do bairro Messejana, Júlia não perde nenhuma atividade, mesmo que, para isso, tenha que pegar dois ônibus. Para ela, a autonomia e o convívio social são fundamentais para a bom envelhecimento

Foto: Alex Costa

“Eu acho que a maioria das pessoas pensa que o idoso tem que ficar em casa. Eu não sou dessa opinião. Eu quero sair, fazer atividade e viver. Aqui, no Sapi, nós temos todos os apoios. Elas ensinam tudo e deixam a gente à vontade para perguntar, tirar dúvidas e aprender. Aqui você é amada, você é respeitada”, revelou.  

Em sua vivência, Júlia ressaltou a falta de respeito com pessoas idosas e defendeu a necessidade de educar e conscientizar as pessoas sobre esse problema.  

“O idoso não é respeitado como poderia ser e como deveria ser. Eu pego ônibus e muitas vezes ninguém cede lugar. Não é nem pelo meu braço, que está imobilizado e em recuperação, é pela minha idade, que eu tenho direito. Para combater, precisa educar o povo. Aqui [Sapi] eles nos ensinam como a gente deve agir, denunciar e conhecer nossos direitos”. 

Citou ainda ações que foram realizadas com esse propósito: “Já veio um senhor ensinar a gente a mexer no celular para termos autonomia e sabermos como denunciar”.  

Como denunciar? 

É importante saber também como denunciar em caso de conhecer algum idoso que esteja passando por alguma situação de violência. Nesse caso, Milene Mota destacou alguns canais. 

Denúncias de violência contra a pessoa idosa podem ser feitas de forma sigilosa através do Disque 100 (Disque Direitos Humanos), um serviço gratuito que funciona 24 horas por dia; 

Em casos de risco iminente ou agressão em andamento, a orientação é acionar a Polícia Militar imediatamente pelo número 190

Outro canal de denúncia é a Central de Atendimento à Mulher, pelo número 180, em casos que envolvam violência doméstica. O serviço é gratuito e disponível 24 horas por dia.  

Saiba mais 

Esta iniciativa da Alece está vinculada a, pelo menos, dois Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas:  

  • 03 - Saúde e bem-estar;  
  • 16 - Paz, Justiça e Instituições Eficazes; 

Os ODS são uma chamada ao enfrentamento a questões globais e buscam promover projetos com foco na paz, saúde, educação, igualdade e prosperidade, proteção ao meio ambiente e ao clima, desenvolvimento de comunidades e cidades mais sustentáveis. A Alece, por meio de suas ações efetivas, busca contribuir com o alcance dos ODS desde 2021, quando aderiu ao Pacto Global da ONU. 

  

Edição: Samaisa dos Anjos 

  

Comunicação Interna da Alece
E-mail: comunicacaointerna@al.ce.gov.br  
Página: https://portaldoservidor.al.ce.gov.br/  

É servidor ou servidora da Alece e quer participar da nossa lista de transmissão no WhatsApp? Adicione o número 85 99717-1801 e nos mande uma mensagem. 

Veja também