Série de ficção científica "Pluribus": uma crítica aguda sobre questões sociais
Por Julio Sonsol21/11/2025 11:19 | Atualizado há 1 mês
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- Foto: Divulgação
E se todas as pessoas do mundo tivessem os mesmos pensamentos e os mesmos sentimentos? Estaríamos melhores? É sobre estas premissas que a série “Pluribus”, da Apple TV, trabalha. Com os episódios lançados sempre às sextas-feiras, hoje (21/11) o quarto capítulo está disponível na plataforma.
Cientistas detectam um sinal vindo do espaço, a 600 anos-luz, que transporta de forma oculta uma sequência de nucleotídeos. Eles decodificam o sinal como algo semelhante ao DNA humano e fazem experimentos em laboratório. Os testes saem do controle e o sequenciamento alienígena se espalha, sendo transmitido de pessoa a pessoa.
Os que são contagiados não ficam doentes, mas têm suas mentes reprogramadas, gerando uma rede neural universal. Todos se conectam, menos um pequeno grupo de 11 pessoas espalhadas pelo mundo. Para o fenômeno acontecer, cerca de 800 milhões são sacrificadas pelo globo terrestre.
Criada pelo diretor Vince Gilligan ("Breaking Bed", “Arquivo X”), a série já conquista 99% de aprovação no site Rotten Tomatoes de críticas de cinema e audiovisuais. É a ficção científica mais bem avaliada da plataforma até hoje.
O enredo é perturbador. A humanidade é unificada em uma mente coletiva utópica, onde conflitos, individualismo e até a infelicidade são erradicados por uma tecnologia onipresente.
E se a salvação do mundo dependesse da pessoa mais miserável do planeta? Para responder, a protagonista Carol Sturka (Rhea Seehorn), uma escritora reclusa e imune à assimilação, é impelida a liderar uma resistência improvável contra essa "felicidade" forçada.
O título é uma referência ao lema americano Pluribus Unum ("De muitos, um"), que expressa perfeitamente o dilema central: a busca por harmonia pode custar nossa essência mais selvagem e criativa?
“Pluribus”, além de uma mera distopia, é uma mescla de humor ácido, drama psicológico e especulação filosófica profunda. A série é descrita como uma construção mística própria fantástica e, ao mesmo tempo, real.
Gilligan traz novas abordagens dos temas de suas obras anteriores, como a erosão da identidade. Ao mesmo tempo mostra uma urgência contemporânea sobre big techs e polarização social. A narrativa provoca questionamentos sobre a paz coletiva como se fosse, na verdade, uma prisão disfarçada.
Os episódios semanais, lançados às sextas, constroem um suspense, misturando ação cerebral com momentos de introspecção sobre nossa própria "mente coletiva" nas redes sociais. Não é só entretenimento. É uma crítica social aguda, que já rendeu renovação para a segunda temporada, provando seu apelo duradouro.
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