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"The Boys" chega a quinta temporada reforçando críticas a governos autoritários

Por Julio Sonsol
17/04/2026 09:40 | Atualizado há 2 horas

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Foto notícia - Foto: Divulgação

Já estão disponíveis os três primeiros episódios da quinta e última temporada da série “The Boys”, uma das produções mais irreverentes do catálogo da Prime Video. A série mantém o tom ácido que a definiu desde a primeira edição. Os capítulos finais apostam num equilíbrio entre espetáculo e aprofundamento dramático, oferecendo desfechos que têm sido elogiados pela crítica especializada.

Para quem ainda não conhece, podemos revelar que a série The Boys, especialmente a última temporada, é uma sátira ao poder dominante nos Estados Unidos, ao culto à celebridade e ao autoritarismo no país norte-americano. 

Narrativa com crítica social e efeitos visuais

O idealizador Eric Kripke afirmou repetidamente que Capitão Pátria, interpretado por Antony Starr, o anti-herói da série, foi imaginado desde o início como uma representação caricata do presidente norte-americano Donald Trump com traços de um líder que que mistura sua imagem pessoal com celebridade, poder político, narcisismo e certa obsessão por lealdade absoluta. 

Na quinta temporada, com três episódios disponíveis de um total de oito, a narrativa torna-se mais sombria, refletindo não apenas o caos interno das personagens, mas também uma crítica social ainda mais direta e incisiva, algo que sempre foi marca registrada da série. A cada quarta-feira, um novo episódio é disponibilizado no streaming Prime Video.

A temporada mantém o mesmo padrão de qualidade. Os efeitos visuais permanecem bem elaborados, especialmente nas sequências de ação envolvendo super-heróis. Há enquadramentos dramáticos e simbólicos. A trilha sonora contribui para combinar momentos de tensão com ironia bem calculada.

Boa aceitação da mídia especializada

A recepção da crítica tem sido positiva. No site Rotten Tomatoes, por exemplo, a temporada final vem registrando uma taxa de aprovação acima dos 90%, com críticos destacando a coragem narrativa e a consistência do desfecho. 

A forma como a série consegue manter a sua identidade até ao fim, sem ceder a soluções fáceis ou previsíveis tem sido um ponto especial de elogio. Entre outras questões de destaque estão o desenvolvimento das personagens, o equilíbrio entre sátira política e entretenimento e roteiro consistente.

A última temporada de The Boys  também é apontada como uma das mais ousadas da televisão contemporânea. Ao encerrar a história com intensidade e convicção, a produção deixa uma marca duradoura no gênero de super-heróis. Não como uma celebração, mas como uma desconstrução mordaz.

Presidente fantoche

Na série, Capitão Pátria (Homelander no original) toma o controle efetivo dos EUA, instalando um presidente fantoche e dominando o aparato estatal com os "supes" (super-heróis) leais a ele. Na quinta temporada, ele governa de forma autoritária, com campos de detenção ("Freedom Camps") para opositores. 

No fim, The Boys usa o Capitão Pátria para criticar como o carisma populista, insegurança emocional e poder descontrolado podem levar ao autoritarismo, independentemente de quem esteja no poder. A quinta temporada intensifica isso e mantém o tom caótico da série.


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