Notícia

Dia das Mães: uma celebração feita de memórias 

Por Julyana Brasileiro
08/05/2026 11:02 | Atualizado há 9 horas

Compartilhe esta notícia:

Foto notícia - Arte: Célula de Publicidade e Marketing

O Dia das Mães, celebrado neste mês de maio, tem um jeito especial de despertar lembranças. Algumas fazem rir, outras emocionam instantaneamente. Tem memória que chega com cheiro de infância ou até na lembrança de uma palavra simples dita pela primeira vez.

Mais do que presentes ou homenagens, a data carrega aquilo que realmente marca a maternidade: os momentos vividos ao longo do caminho. E, para as servidoras da Casa do Povo, essas lembranças surgem das formas mais simples e sinceras. 

Cada uma carrega uma história única, mas todas têm algo em comum: são lembranças que nasceram de momentos simples e se transformaram em sentimentos eternos. 

Amor multiplicado: a história de Michele 

A maternidade de Michele Cordeiro é feita de coragem, recomeços e amor multiplicado. 

Servidora da Coordenadoria de Tecnologia da Informação (Coti) há nove anos, ela é mãe de quatro filhos: dois biológicos, a Ana Paula (22) e o Nicolas (19), e dois do coração, o Ítalo Rafael (23) e o Samuel(18), filhos do atual esposo, que ela acolheu como seus desde muito pequenos. 

Michele Cordeiro com os registros do seu casamento (cima), em que eles se tornaram seis, e do dia em que descobriu que vai ser vovó (baixo) - Foto: Máximo Moura/Arte: Célula de Publicidade e Marketing

As primeiras memórias da maternidade começam cedo. Aos 19 anos, Michele teve Ana Paula, uma filha tão sonhada, que já tinha nome antes mesmo da gravidez. Aos 22, veio Nicolas, uma surpresa que mudou ainda mais sua vida. 

Como toda mãe, ela conseguiu se reinventar para criar os filhos após o período difícil da separação. Trabalhou em supermercado, enfrentou desafios e descobriu uma força que nem imaginava ter.

A vida ganhou novos capítulos quando ela conheceu o atual esposo. O amor multiplicou com a chegada de Ítalo e Samuel, e ela tornou-se mãe de quatro filhos. E foi justamente dessa convivência que nasceu uma das tantas memórias emocionantes da sua trajetória como mãe: o dia em que Ítalo perguntou se poderia chamá-la de mãe.

“Ele já era meu filho no coração - quando eu digo que tenho dois filhos do coração é em forma de testemunho do que o Senhor tem feito na nossa casa, nunca houve distinção. Meus filhos são uma benção de Deus na minha vida”.  

E o que a maternidade representa para ela? Sua maior motivação. Foi pelos filhos que voltou a estudar, concluiu a faculdade aos 38 anos e fez pós-graduação, buscando ser exemplo dentro de casa. Hoje, Michele define a família como um verdadeiro lar construído por amor, respeito e união.  

“O amor não se divide, ele se multiplica”. 

Agora, além de mãe, Michele ainda descobriu que vai ser avó. Então, além de se multiplicar, esse amor vai transbordar nas novas gerações da sua família. 

Memórias da maternidade de Ellen Tigre 

As memórias da maternidade de Ellen Tigre, da Diretoria-Geral (DG), passam por momentos de emoção, surpresa e superação. Servidora da Alece há 30 anos e mãe de três filhos, ela lembra com um carinho especial da chegada da primeira filha, Maria Júlia, hoje com 21 anos, em uma gravidez tranquila e cheia de felicidade. 

Mas foi a descoberta da gravidez dos gêmeos Antônio e João, hoje com 18 anos, que transformou sua vida de forma inesperada. A gestação foi delicada, marcada por complicações e pelo nascimento prematuro dos meninos, com apenas 29 semanas. Eles passaram dois meses na UTI neonatal, em uma fase que Hellen define como um aprendizado de fé, paciência e esperança.  

Ellen Tigre com os registros dos seus filhos ainda crianças (à esquerda) e outro deles já adultos (à direita) - Foto: Máximo Moura/Arte: Célula de Publicidade e Marketing

“Aprendi a viver um dia de cada vez”, recorda. 

E, por falar em recordação, Ellen entrou na Casa do Povo ainda muito jovem, aos 18 anos, época em que iniciou sua vida profissional e construía a própria família. Ao falar da maternidade, ela faz questão de destacar que nunca enxergou os dois caminhos separados.  

“O que eu aprendi no trabalho me ajudou na família e o que eu vivi como mãe também me amadureceu como profissional”, diz. 

E se ela pudesse definir a maternidade em uma palavra? Ao recordar sua trajetória, a servidora resume: “É o meu oxigênio”. 

A primeira palavra  

E é justamente desse amor cotidiano, construído nos detalhes, que nascem as memórias mais marcantes. Para a servidora Débora Carvalho, da Sala do Empreendedor da Alece, uma delas veio em forma de palavra, o momento em que ouviu, pela primeira vez, suas filhas dizendo mamãe. Pode parecer simples, mas, para ela, foi ali que tudo ganhou sentido.  

"Foi inesquecível”, lembra, com carinho. 

Mãe de duas meninas, Débora sempre sonhou com a maternidade. Para ela, cada filha tem sua própria personalidade, mas ambas compartilham características que enchem qualquer mãe de orgulho: determinação, foco e companheirismo. 

Débora Carvalho com os registros das filhas em diferentes épocas da infância delas - Foto: Pedro Albuquerque/Arte: Célula de Publicidade e Marketing

E se engana quem pensa que as memórias ficaram na infância, elas continuam crescendo junto com as filhas. Em 2024, ela destaca que viveu um dos momentos mais marcantes ao ver a filha mais velha, Maria Clara, hoje com 22 anos, conquistar uma vaga no curso de Medicina. 

Já a caçula, Maria Eduarda, de 13 anos, também coleciona conquistas: apaixonada por vôlei, representou o Ceará em uma competição em Minas Gerais, levando ainda mais orgulho para a família Carvalho.

Ao definir a maternidade, Débora escolhe palavras simples, mas cheias de significado: amor, paciência e doação. 

Memórias que ficam 

Algumas lembranças nunca perdem a força, mesmo depois de décadas. 

Para Ana Tereza Costa, servidora do Departamento de Finanças, Orçamento e Contabilidade, a memória mais marcante da maternidade tem data certa: 18 de outubro de 1986, dia do nascimento da primeira filha, Andrezza, hoje com 39 anos. 

Mãe de três filhos, Ana Tereza conta que sempre sonhou em viver a maternidade. Desde jovem, gostava de cuidar de crianças, reunir os sobrinhos e imaginar a própria família. 

Ana Tereza Costa com registros dos filhos em diferentes épocas ao longo da maternidade - Foto: Pedro Albuquerque/Arte: Célula de Publicidade e Marketing

Ao longo da caminhada, vieram alegrias, amadurecimento e também desafios, como a experiência ao lado da filha Thaís, de 35 anos, que tem uma condição na coordenação motora. Para Ana Tereza, no entanto, isso nunca significou limite.  

“Ela é muito especial, muito atenta”, afirma com orgulho. 

Hoje, ao olhar para os filhos, o sentimento é de gratidão. A primogênita está no Canadá, prestes a concluir um mestrado. O filho mais novo, Sinval Neto, de 30 anos, segue dedicado aos estudos para concursos. E Thaís continua cercada de cuidado, carinho e amor.  

As memórias da maternidade que vivem no presente  

Diferente de muitas mães que guardam uma lembrança específica da infância das filhas, Anislay Romero, servidora da Procuradoria-Geral encontrou sua memória mais especial justamente no agora.  

Para ela, o mais gratificante é viver o dia a dia ao lado de Ana Jéssica, de 34 anos, advogada, e Marcela, de 29, médica-cirurgiã. 

“É ver elas saindo para trabalhar, realizando sonhos, conquistando o espaço delas, recebendo os amigos em casa. Hoje eu estou na arquibancada da vida delas, observando e torcendo”, resume.

Anislay Romero com registros das filhas já adultas (à esquerda) e das filhas quando eram crianças (à direita) - Foto: Pedro Albuquerque/Arte: Célula de Publicidade e Marketing

Servidora da Alece e advogada por profissão, ela define a maternidade como seu “melhor currículo”, uma responsabilidade que, segundo ela, supera qualquer profissão.  

Anislay afirma que nenhuma responsabilidade se compara à de acompanhar a formação dos filhos, orientar caminhos, vibrar com as conquistas e acolher nos momentos difíceis.  

“A gente cria expectativas, torce, sofre junto, protege. É uma missão muito bonita”. 

Agora, com as filhas crescidas, ela afirma que vive uma fase da maternidade que é marcada pela gratidão, por acompanhar as filhas realizando sonhos, construindo a própria trajetória e tornando-se mulheres independentes. 

“Hoje eu me emociono, porque tudo saiu melhor do que eu esperava”.  

 

Edição: Ana Vitória Marques  

  
Comunicação Interna da Alece  
E-mail: comunicacaointerna@al.ce.gov.br   
Página: https://portaldoservidor.al.ce.gov.br/  

É servidor ou servidora da Alece e quer participar da nossa lista de transmissão no WhatsApp? Adicione o número 85 99717-1801 e nos mande uma mensagem. 

Veja também