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Codins

Servidores da Codins participam de treinamento sobre gestão de riscos e linguagem simples

Por Julio Sonsol
24/09/2026 14:18 | Atualizado há 1 semana

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Foto notícia - Foto: José Leomar

A Coordenadoria de Desenvolvimento Institucional (Codins) da Alece realizou, na última sexta-feira (18/09), treinamento com os servidores do órgão sobre as novas diretrizes institucionais para a gestão de riscos e uso de linguagem simples. 

As diretrizes do treinamento foram fundamentadas nos Atos Normativos nº 379/2026, que versa sobre a política institucional de linguagem simples na Alece e nº 380/2026, que institui a política de gestão de riscos na Casa.

O treinamento com os servidores foi realizado pelos orientadores das células de Gestão de Risco, Leonardo Lima, e de Gestão de Qualidade, Amanda Freitas, ambas da Codins. 

Governança e alinhamento 

Para a coordenadora da Codins, Heline Joyce, a iniciativa integra o esforço da Assembleia Legislativa em instituir políticas de governança que impactam diretamente a atuação dos órgãos e servidores. 

“A Assembleia já vem instituindo políticas de governança da Casa e a gestão de riscos e a de linguagem simples estão entre elas, trazendo orientações, princípios, diretrizes e regras que nós, servidores, devemos seguir para conduzir as nossas atividades”.

A coordenadora destacou que o treinamento é fundamental para que os servidores leiam, tirem dúvidas e mantenham uma linha de atenção constante à consulta dos normativos. Ela espera que, a partir do treinamento, a Codins comece a trabalhar junto aos órgãos a prática de pensar nos riscos das atividades, alguns já mapeados, e que a linguagem simples seja incorporada a tudo que for produzido na Casa.

Gestão de riscos da reação à prevenção

Segundo o orientador da Célula de Gestão de Riscos, Leonardo Lima, a Política de Gestão de Riscos "só funciona se a gente consegue colocar em prática o que ela estabelece. Hoje a gente tem uma atuação que, muitas vezes, é de reagir quando o problema acontece, e a ideia é que a gente passe a uma cultura de prevenção”. 

A atitude proativa permite que possa se identificar quais são os riscos, os problemas que podem acontecer e as causas. “Assim a gente pode evitar que essas causas aconteçam e, se acontecerem, reduzir os impactos”, ressaltou.

Leonardo destacou ainda que, anteriormente, cada órgão tinha sua própria cultura de riscos, sem padronização. Agora o ato normativo gerou uma metodologia para que todos atuem da mesma forma.

Ele apontou que um aplicativo está em fase de conclusão para facilitar o uso e difundir a cultura  de gestão de risco na Alece, além de oficinas para capacitar servidores e servidoras.

Linguagem simples é acessibilidade para o cidadão

A orientadora da Célula de Gestão da Qualidade, Amanda Freitas, apresentou as diretrizes da política de linguagem simples, explicando que a "finalidade principal é que o leitor interno e o cidadão, que é o nosso público externo, consigam compreender tudo que é produzido pela Casa de uma forma muito mais simples”.

Entre as orientações do treinamento para a equipe da Codins estão uso de esquemas e imagens para facilitar a leitura, evitar siglas sem descrição e utilizar sempre uma linguagem mais clara e acessível, pensando no público que vai receber a mensagem. 

“A gente deixa um incentivo para que todos os órgãos, cada gestor, faça esse treinamento com seus servidores, para que a gente possa estar bem alinhado a essa diretriz da Casa”, completou, mencionando o projeto LegiSimples, da Diretoria Legislativa, que foi responsável pela elaboração da política.

Aplicação prática no dia a dia

Para a assessora técnica da Codins, Mábila Thayná de Souza, o treinamento foi muito proveitoso. Ela, que elabora o relatório de desempenho da gestão, uma das peças processuais da prestação de contas da Alece, destacou a relevância das orientações sobre dados sensíveis e linguagem simples. 

“A gente utiliza muitos dados sensíveis, fotos de alunos, de crianças, então precisamos ter essa noção para tratar o dado e saber o que de fato colocar no relatório. E a linguagem simples também é primordial porque fazemos esse relatório para prestar contas junto ao TCE e também à sociedade. O nosso intuito é que o cidadão consiga ler e entender quais são os resultados da Assembleia”.

Mábila ressaltou ainda que a linguagem simples vai além do texto escrito, utilizando ícones e figuras para tornar os documentos mais palatáveis. “Quando um cidadão pega esse relatório, ele tem que bater o olho e entender. Ele tem que ter vontade de ler. É isso que a gente busca fazer aqui na Codins”.

 

Edição: Samaisa dos Anjos 

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