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Servidores da Alece: solidariedade que transforma, voluntariado que inspira

Por Julyana Brasileiro
05/12/2025 09:55 | Atualizado há 2 meses

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Foto notícia - Arte: Publicidade/Alece

Voluntariar é um verbo que não se conjuga apenas com palavras, conjuga-se com o coração. É a ação que nasce do impulso de cuidar, de enxergar o outro, de transformar realidades. E é desse movimento silencioso e profundo que surgem histórias que mudam vidas.

Na Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece), esse compromisso ganha forma nos servidores que dedicam tempo, energia e amor para ajudar outras pessoas, especialmente aquelas que mais precisam. Eles são voluntários em projetos sociais, ações solidárias e campanhas de arrecadação e mostram que o serviço público também se fortalece pela empatia.

No Dia Mundial do Voluntário, comemorado nesta sexta-feira (05/12), a Comunicação Interna da Alece conta a história de três servidores que usam suas habilidades, sensibilidade e presença para fazer a diferença na vida de outras pessoas. 

Voluntariado: uma missão de vida

Leonice Holanda carrega o voluntariado como parte da própria identidade. Servidora da Assembleia Legislativa há 18 anos, onde atua no Departamento de Gestão de Pessoas (DGP) ajudando pessoas a pensarem seus projetos de vida, a servidora descobriu cedo que o sentido do seu próprio caminho passava, necessariamente, por cuidar do outro. E foi na união entre trabalho, propósito e solidariedade que ela se encontrou.

Ela despertou para a importância de ajudar o próximo influenciada pelo exemplo que vinha de casa, com o trabalho realizado por sua família na Casa de Vovó Dedé, instituição criada em 1993 que acolhe crianças e jovens em situação de vulnerabilidade social, oferecendo educação gratuita em música, arte, tecnologia e cultura.  

Foto: Pedro Albuquerque

E, com esse desejo de ajudar o próximo, Leonice passou a atuar em diversas instituições, como o Lar Amigo de Jesus, que oferece acolhimento para crianças e adolescentes com câncer; Creche Amadeu Bastos Leal, para filhos de pais cumprindo pena no sistema penitenciário, e Fundação Projeto Diferente, voltada para crianças autistas.

“A gente começa a perceber que os nossos problemas não são tão grandes assim e o que mais toca é perceber que, no fundo, o que as pessoas mais desejam não é só a doação material. O voluntariado é uma jornada para nos tornarmos pessoas sempre melhores, é um caminho privilegiado para nos descobrirmos, descobrirmos o outro e inspirarmos mais gente nesse movimento que evolui a cada dia”.

A caminhada da servidora também foi compartilhada com uma companheira especial: Pipa, sua cachorra golden retriever e voluntária de quatro patas que participou de ações, especialmente com crianças autistas, levando carinho, leveza e afeto.

Foto: Arquivo pessoal

Baseada em estudos, Leonice viu de perto o impacto da presença de Pipa na redução do estresse e na alegria das crianças. “Ela já partiu, mas contribuiu com muitos projetos, principalmente na Fundação Projeto Diferente, que atende crianças com autismo e seus pais. Não se falava em cãoterapia, li uma tese de doutorado que destacava os benefícios da prática na redução da ansiedade e outros benefícios, e ela foi muito bem-aceita pelas crianças”.

Experiência registrada em livro

Das experiências intensas no voluntariado surgiu o desejo de registrar tudo. E assim nasceu o livro "Voluntariar - o verbo da solidariedade'', um guia para quem quer começar a voluntariar, mas não sabe por onde. 

Foto: Pedro Albuquerque

“Resolvi oferecer para as pessoas a oportunidade de elas descobrirem e desenvolverem a missão do servir, por meio de uma metodologia do autoconhecimento e de ferramentas do coaching. Assim, surgiu o livro cujo nome remete à ação de servir e propõe a conjugação desse verbo como estilo de vida”.

Voluntariado na Alece

Um dos momentos marcantes da trajetória de Leonice Holanda foi em 2015, quando recebeu o convite do então Departamento de Recursos Humanos para criar um modelo de voluntariado para a Casa do Povo. Com o Programa de Sensibilização para o Voluntariado, a servidora desenvolveu a cultura do voluntariado na Alece, proporcionando a oportunidade de os servidores exercerem a cidadania por meio do engajamento em atividades solidárias na sociedade.

No curso de sensibilização de 20 horas, os servidores descobriam seus talentos, afinidades e a melhor forma de contribuir. Após o curso, Leonice ajudava a aproximar cada servidor de uma instituição, acompanhava as ações e, uma vez por mês, reunia o grupo Voluntariar para que todos pudessem compartilhar experiências. 

Foto: Acervo pessoal

“Era como ver sementes florescendo. Na época, a Assembleia Legislativa não possuía um setor voltado para ações de impacto social, mas hoje temos o Comitê de Responsabilidade Social, que faz ações em prol da sociedade”. 

Atualmente, Leonice Holanda dedica-se à Casa de Vovó Dedé organizando eventos e buscando patrocínios para que a instituição permaneça educando crianças e jovens da periferia de Fortaleza, através de música, arte, cultura e tecnologia. Você pode ajudar a instituição por meio deste link.

Conviver, aprender e fazer o bem

Quem também abraçou o voluntariado e por ele foi abraçado foi o diretor legislativo da Alece, Carlos Martins. Sua trajetória em prol do próximo começou cedo, aos 14 anos, no movimento juvenil LEO Clube, um início marcado pela convivência, pelo aprendizado e pelo desejo de fazer o bem coletivamente.

Quatro anos depois, ele migrou para o Lions Clube, onde ampliou sua atuação em frentes como a preservação do meio ambiente, o combate à cegueira, a prevenção ao diabetes, o alívio da fome e o apoio em catástrofes naturais.

O que mais marcou sua jornada foi perceber o impacto humano do voluntariado. “O trabalho voluntário me fez crescer muito como pessoa. Quando fazemos o bem, ganhamos saúde mental, sensação de realização e uma dignidade que não tem preço no sorriso que recebemos de volta. Certa vez me perguntaram o motivo de o trabalho não ser remunerado, e eu respondi que não há valor que pague fazer o bem ao próximo”. 

Foto: Pedro Albuquerque

Dentre suas inúmeras memórias, Carlos Martins recorda uma ação emocionante: na maior seca já enfrentada pelo Ceará, o Lions Club lançou a campanha “Água e Pão Pelo Sertão”, um esforço de arrecadação e distribuição de itens essenciais. 

Em meio às ações, ele destaca uma iniciativa permanente, a biblioteca comunitária no centro comunitário São José do Reino, no bairro Álvaro Weyne, que proporciona acesso gratuito à informação.

“Muitas vezes, ligamos o trabalho voluntário a doações, mas outras iniciativas têm grande impacto. Essa biblioteca estimula a leitura que pode ser um gatilho para que aquela criança desperte para a importância da educação”. 

Já no Lar Torres de Melo, instituição que acolhe pessoas idosas, uma mobilização para levar mais conforto ao dia a dia dos assistidos resultou na conquista de um sistema de som para o espaço como forma de amenizar a ausência de visitas de familiares.

Foto: Acervo pessoal

“Eles ficaram superfelizes porque se sentiam sozinhos com a falta dos familiares, e a música e o programa de rádio eram uma companhia, como se estivessem ali no dia a dia conversando com alguém”.

Além do trabalho permanente no Lions Club, Carlos Martins também realiza ações pontuais, como palestras motivacionais, de autoestima e informativas, levando conhecimento para os assistidos pela Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de Fortaleza (APAE).

Para ele, o Dia do Voluntário é celebrado em dezembro não por mera coincidência, mas porque é o mês em que o amor ganha significado maior: quando lembramos que a solidariedade começou numa manjedoura com o nascimento de Jesus.

"O Natal e as demais datas consideradas comemorativas são muito importantes porque as pessoas também se sensibilizam mais em ajudar e isso amplia os horizontes para ampliarmos as ações", compartilhou.

Trabalho voluntário: quando a solidariedade ganha ação 

Voluntariar é um verbo que acompanha a servidora Joana Sales há mais de uma década. E, para ela, esse verbo nunca foi abstrato: sempre veio acompanhado de ação, movimento e propósito. Tudo começou em 2012, quando ela entrou no LEO Clube de Crateús, um movimento juvenil ligado ao Lions Clubs International que incentiva jovens a liderarem, trabalharem em equipe e servirem à comunidade. 

Ali, Joana descobriu algo que mudaria sua trajetória: o poder de transformar realidades. A partir dessa experiência, reuniu amigos e ajudou a reestruturar o LEO Clube de Crateús com campanhas de arrecadação, visitas a comunidades, distribuição de alimentos e ações educativas. 

Foto: Pedro Albuquerque

O grupo reúne jovens de 15 a 30 anos interessados em desenvolver habilidades de liderança, trabalho em equipe e compromisso social. Além de contribuir com a comunidade, os membros têm a oportunidade de crescer pessoalmente, aprimorar competências e fortalecer vínculos com outros jovens engajados.

Transformação pessoal e conexão com o outro

Joana Sales destaca que o voluntariado transformou sua vida pessoal e profissional de forma profunda, especialmente por meio da experiência no LEO Clube. No movimento, aprendeu que servir vai muito além de realizar ações sociais: é se conectar com histórias, entender realidades diferentes e aprender com cada pessoa que encontramos pelo caminho.

“Essa vivência ampliou minha visão de mundo, me ensinou a olhar situações sob outras perspectivas e a valorizar o impacto que gestos simples podem causar. O que mais me motiva a seguir no voluntariado é fazer parte de grupos que realizam ações contínuas e variadas ao longo de todo o ano, e não apenas em datas específicas, grupos que verdadeiramente vivem o propósito de servir”. 

No trabalho, a experiência com campanhas e projetos ajudou a desenvolver liderança, comunicação, planejamento, resolução de problemas. O equilíbrio entre propósito, técnica e convivência com pessoas tão diversas a transformou numa profissional mais comprometida, avalia.

“Em resumo, o voluntariado me formou como pessoa e como profissional: me ensinou a servir com propósito, a aprender com o outro e a agir com responsabilidade em cada projeto que escolho participar”. 

Foto: Acervo pessoal

Desde 2014, Joana dá continuidade ao seu compromisso com o voluntariado atuando no LEO Clube Fortaleza Melvin Jones, onde empresta sua solidariedade a uma série de iniciativas que incluem doação de lanches para pessoas em situação de rua, visitas a lares de idosos, incentivo à leitura em uma biblioteca comunitária no Álvaro Weyne e campanhas de arrecadação para orfanatos e famílias em vulnerabilidade.

“Realizamos atividades praticamente todos os meses do ano. Cada campanha que é realizada é desafiadora. Sem muitos recursos financeiros, muitas atividades parecem quase impossíveis de serem concretizadas, por isso a entrega dessas ações é sempre uma conquista”. 

Quer conhecer um pouco mais do trabalho e das ações do LEO Clube Fortaleza Melvin Jones? Basta acessar o perfil deles no Instagram.  

 

Edição: Samaisa dos Anjos

Núcleo de Comunicação Interna da Alece
E-mail: comunicacaointerna@al.ce.gov.br 
Página: https://portaldoservidor.al.ce.gov.br/ 

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