Proclamação da República deu fim à Monarquia há 133 anos
Por ALECE14/11/2022 22:43 | Atualizado há 3 anos
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Historiadores Carlos Pontes e Diego Morais avaliam o impacto da Proclamação e suas consequências ao longo do tempo
- Arte: Bruna Bringel/ Alece
A Proclamação da República, em 15 de novembro de 1889, chega aos 133 anos nesta terça-feira, 15 de novembro de 2022. O descontentamento da elite brasileira com a abolição da escravatura, em 13 de maio de 1888, criou o cenário para a destituição da Monarquia brasileira, instalada desde 1822. A República foi instaurada a partir de ato do marechal Deodoro da Fonseca (1827-1892), principal chefe do Exército brasileiro, em 15 de novembro de 1889. Os historiadores Carlos Pontes e Diego Morais, do Memorial Pontes Neto da Assembleia Legislativa do Ceará (Malce), avaliam o fato histórico.
Para eles, o evento resultou da mobilização do Exército e de republicanos civis contra a monarquia instalada no país desde 1822. Na compreensão deles, a partir de um golpe, a República foi instaurada no Brasil e a família real foi expulsa.
Eles destacam que em 1889, o marechal Deodoro da Fonseca se juntava a tropas de rebelados no Campo de Santana, no Centro do Rio, com os quais depôs o gabinete de Dom Pedro II. O imperador e sua família partiriam em exílio para a Europa no dia seguinte.
"A Proclamação da República foi resultado de uma longa insatisfação dos militares com o governo monárquico. Os historiadores tratam esse acontecimento atualmente como um golpe por ter sido uma transição de regime forçada e sem a participação popular, uma vez que foi realizada por uma pequena minoria motivada por interesses próprios. A república no Brasil, atualmente, é um regime referendado pelo voto popular desde 1993", acentuam Carlos Pontes e Diego Morais.
A data de 15 de novembro foi instituída como feriado nacional desde 1949, por meio da Lei Federal 662, no governo do então presidente Eurico Gaspar Dutra.
Saiba mais
O Governo Provisório instituído após a Proclamação da República previa um referendo para que a população escolhesse entre o regime monárquico parlamentarista ou a república. Tal consulta só seria realizada 103 anos depois. O marechal Deodoro da Fonseca organizou os símbolos da República como o Hino Nacional Brasileiro, a Bandeira do Brasil e também a política nacional.
À época, presidente e o vice-presidente eram escolhidos por eleição. No entanto, diferentemente do que ocorre hoje, não concorriam na mesma chapa, sendo eleitos separadamente. Assim, foram eleitos Deodoro da Fonseca, como presidente, e o marechal Floriano Peixoto como vice-presidente. Como os dois primeiros Chefes de Governo e Estado eram do Exército, os primeiros anos da República ficaram conhecidos como República da Espada.
SC/JS
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