Médico recomenda prevenção de transtornos mentais na pandemia
Por ALECE01/12/2020 13:05
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Após a campanha de saúde Outubro Rosa, voltada para a prevenção de câncer de mama, e a Novembro Azul, concluída recentemente, para prevenir o câncer de próstata, é importante também ter cuidado com a saúde mental. Os transtornos, de acordo com o médico Túlio Osterne, chefe da Célula Médica do Departamento de Saúde e Assistência Social (DSAS) da Assembleia Legislativa do Ceará, estão sendo acentuados pelo modo de vida imposto através da pandemia de Coronavírus.
De acordo com o médico, é possível prevenir os transtornos da saúde mental, decorrente dos isolamentos sociais, quarentenas, solidão e medo de contrair a enfermidade. Ele esclarece que a pandemia foi elemento determinante do aumento significativo dos transtornos mentais, refletidos em transtorno do sono, dificuldade de concentração e síndrome de pânico.
"São patologias e doenças silenciosas, mas não menos terríveis, que podem ser fatores determinantes para o surgimemento de muitas outras doenças", aponta Túlio Osterne. O médico recomenda atenção para a saúde mental, para além da saúde física.
“Mais cigarro e bebida alcoólica, mais comida ultraprocessada, mais tempo de televisão e de Internet, menos exercício físico, menos horas de sono, menos alimentação saudável: este tem sido, em termos de comportamento, o resultado da pandemia para um número significativo de pessoas”, aponta Túlio Osterne.
Números sobre a saúde mental
Uma pesquisa nacional online, realizada pela Faculdade de Medicina de Campinas (SP), entre jovens, aponta que 18,3% apresentaram condição de doença crônica e 12,8% de transtorno mental. Entre os fatores decorrentes da pandemia e predisponentes à depressão e outros transtornos mentais, são causas o confinamento; exposição ao estresse vivido pelos pais; conflitos familiares e violência; insegurança alimentar e em relação à moradia; medo da infecção e preocupação com familiares; afastamento da rede de amigos e apoio social; sentimento de solidão, incerteza e insegurança, entre outros.
"Precisamos de atividades que nos deem prazer, que sejam saúdáveis, que nos preencham com entretenimento e que permitam que todos possam viver mais tranquilos, com menos stress e mais focados naquilo que é importante", defende o chefe da Célula Médica do DSAS. Assim, segundo Túlio Osterne, é possível que se faça uma fusão da saúde física e mental.
Saiba mais sobre o assunto no vídeo produzido pelo Núcleo de Comunicação Interna e DSAS, com o apoio da TV Assembleia, disponível abaixo.
JS
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