Departamento de Saúde e Assistência Social

Endometriose é uma das doenças abordadas na campanha Março Amarelo e Lilás

Por Julyana Brasileiro com colaboração da assessoria do DSAS
12/03/2025 18:42 | Atualizado há 6 dias

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Campanha conscientiza sobre a endometriose e o câncer do colo do útero Campanha conscientiza sobre a endometriose e o câncer do colo do útero - Arte: Núcleo de Publicidade da Alece

A campanha Março Amarelo e Lilás é dedicada à conscientização sobre os sintomas, prevenção, diagnóstico e tratamento da endometriose e do câncer do colo do útero, sendo o amarelo referente à endometriose e o lilás, ao câncer do colo do útero.

Nesta matéria do Núcleo de Comunicação Interna da Alece, vamos abordar aspectos da endometriose, doença crônica que atinge cerca de 15% das mulheres e afeta a qualidade de vida do público feminino com impactos significativos no bem-estar físico e emocional.

A ginecologista do Departamento de Saúde e Assistência Social (DSAS), Cibele Monteiro, alertou, durante o programa Narcélio Limaverde, da Alece FM, que a endometriose tem como principal  sintoma a dor intensa e acomete mais de 7 milhões de mulheres no Brasil. 

“Precisamos falar sobre a endometriose porque é uma doença muito prevalente em nossa população, caracterizada pela presença de endométrio fora do útero e dor intensa. As mulheres tendem a sentir cólicas no período menstrual, mas é preciso ficar alerta se as dores evoluem a cada ciclo. Nem toda cólica menstrual é endometriose, mas uma dor que é fora do padrão, que não melhora com medicação é sinal de alerta”, explicou. 

O  sintoma mais debilitante da endometriose é a dor, o que traz impacto direto nas atividades diárias e no cotidiano da mulher. Por serem sintomas comuns a diversas outras condições, a endometriose é, em grande maioria dos casos, subdiagnosticada, comentou Cibele Monteiro.

A ginecologista do DSAS acrescentou que, geralmente, as pacientes com endometriose também apresentam dores fora do período menstrual. "São pacientes que, geralmente, apresentam múltiplas dores, dor ao evacuar, urinar, dor na relação sexual e dificuldades para engravidar. Quem perceber esses sintomas deve procurar um ginecologista e realizar exames específicos para o diagnóstico da doença'', orienta. 

Não silencie a sua dor

As dores intensas acenderam o alerta da servidora da célula de Enfermagem do DSAS, Bárbara Silva. Aos 23 anos, após sofrer com dores pélvicas constantes, cólicas fortes dentro e fora do período menstrual, distensão abdominal, dentre outros sintomas, ela resolveu investigar a causa dos desconfortos e foi diagnosticada com a doença. 

“O diagnóstico da doença é clínico, porém eu descobri através de uma ressonância magnética e de um mapeamento para endometriose. Por ser uma profissional da saúde, eu negligenciei por um tempo por medo, por conhecer um pouco sobre a doença, mas oriento que as mulheres não silenciem sua dor, procurem ajuda médica qualificada para um diagnóstico e tratamento precoce, pois a endometriose é uma doença crônica e inflamatória e precisa de ajuda para o controle de sintomas”, compartilha Bárbara. 

Servidora Bárbara Silva alerta sobre a importância da busca do diagnóstico. Foto: Pedro Albuquerque 

Ela convive há 10 anos com a endometriose. Atualmente, com 33 anos, ressalta que, após o diagnóstico, iniciou o tratamento que trouxe ganhos significativos para sua saúde e qualidade de vida. 

“Após o diagnóstico iniciei o tratamento hormonal, pois o mesmo consiste em bloqueio do ciclo menstrual. O tratamento não é apenas medicamentoso, precisa de mudança na qualidade de vida, atividade física, alimentação, hábitos saudáveis. Sigo no processo, mas é notório a melhoria nos sintomas desde que iniciei a medicação", afirmou. 

Para Bárbara, um dos principais desafios é conviver com a dor e saber que é uma doença que pode levar à infertilidade nos casos mais graves. "Por isso, é fundamental procurar ajuda para ter o diagnóstico da endometriose e iniciar o tratamento adequado para amenizar os sintomas'', ressaltou. 

Diagnóstico

Cibele Monteiro, ginecologista do DSAS orienta que em casos de suspeita da endometriose o ultrassom transvaginal  e a ressonância magnética  são  os exames mais indicados para realizar o diagnóstico da doença '' Nem sempre pelo ultrassom transvaginal é possível diagnosticar a endometriose a  não ser que já se observe acometimento ovariano, já o ultrassom para mapeamento de endometriose tem um preparo intestinal específico e é direcionado para a avaliação''. 

A endometriose não pode ser evitada, mas os hábitos saudáveis ajudam a amenizar os sintomas da doença. Os médicos orientam a prática de atividade física ,alimentação saudável rica em alimentos com propriedade anti-flamatória bem como consultas regulares. 

O ginecologista Carlos Augusto, da Célula de Clínica Médica do DSAS da Alece frisa que “a endometriose é uma doença crônica de difícil diagnóstico e que independe de hábitos e medidas preventivas. Não obstante, dietas anti-inflamatórias, atividade física, sono regular e redução do estresse podem evitar sua progressão e consequentes complicações”. 

Março Lilás  

O mês de março também é dedicado a campanha Março Lilás que conscientiza a sociedade sobre os sintomas, prevenção, diagnóstico e tratamento do câncer do colo do útero. A doença é o quarto tipo de câncer mais frequente em mulheres e pode ter como causa a infecção genital persistente causada por alguns tipos do Papilomavírus Humano (HPV), geralmente contraídos durante o ato sexual. 

 

  • Confira o vídeo do ginecologista Carlos Augusto, da Célula de Clínica Médica do DSAS sobre o Março Amarelo e Lilás: 

 

Edição: Samaisa dos Anjos

 

Núcleo de Comunicação Interna da Alece

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