Dicas de Saúde

Dia Mundial da Alergia traz alertas e orientações

Por Núcleo de Comunicação Interna, com Assessoria de Imprensa do DSAS
08/07/2024 08:15 | Atualizado há 1 semana

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Lorena Madeira, alergologista, e Leylyanne Freitas, nutricionistas, trazem orientações sobre cuidados com alergias Lorena Madeira, alergologista, e Leylyanne Freitas, nutricionistas, trazem orientações sobre cuidados com alergias - Arte: Núcleo de Publicidade da Alece

Nesta segunda-feira, 8 de julho, comemora-se o Dia Mundial da Alergia. Instituída pela Organização Mundial da Saúde (OMS), a data foi criada com o objetivo de apresentar os tratamentos disponíveis, bem como desmistificar alguns conceitos relacionados a essa condição clínica, de caráter sistêmico e multifatorial, que pode levar a óbito em determinadas situações. 

“A alergia ou reação de hipersensibilidade é uma resposta imunológica exagerada que se manifesta em indivíduos geneticamente suscetíveis e previamente sensibilizados quando expostos a um determinado antígeno (substância estranha ao nosso organismo). As alergias cutâneas, respiratórias, alimentares e medicamentosas são os tipos mais comuns”, explica a alergologista Lorena Madeira, do Centro de Pneumologia e Alergia do Ceará.

A especialista também explica que testes podem detectar se alguém é ou não alérgico, bem como identificar qual o tipo de alergia. "Existem exames laboratoriais, como o ‘ImmunoCAP’, que mede a concentração de anticorpos IgE (associados a alergias) específicos no sangue", aponta.

De acordo com ela, é possível também utilizar o teste ouro, conhecido como "Prick Test", ou "Teste de Puntura", que consiste em fazer pequenos furos na pele, sobre os quais são colocados agentes alergênicos. "Em caso positivo, após alguns minutos a pele desenvolve pápulas, ou seja, pequenos caroços que lembram picadas de mosquito", informa.

Cuidados com alergias medicamentosa e alimentar

Sobre as alergias medicamentosas, a especialista adverte que mais de 15 milhões de brasileiros são alérgicos a algum medicamento. "A aspirina, a dipirona, os anti-inflamatórios não-hormonais, os anticonvulsivantes, os anestésicos e os antibacterianos, como a penicilina, são os medicamentos que apresentam maior número de pessoas alérgicas. É importante frisar, no entanto, que todos os fármacos podem causar alergia. É por isso que é importante que se suspenda o uso de medicamentos em casos de reação alérgica para que não se agrave as complicações”, adverte.

A alergia alimentar ocorre quando o sistema imunológico reage a uma ou mais proteínas presentes em certos tipos de alimentos, ocasionando sintomas que podem aparecer somente alguns dias após a ingestão, no caso de pacientes que apresentam sensibilidade tardia. Os sintomas mais comuns são urticárias, edemas e reações gastrointestinais como vômitos, diarreia, dor abdominal, sangue nas fezes, entre outros. Manifestações alérgicas graves e potencialmente fatais, como a anafilaxia, também podem ocorrer.

DSAS alerta para cuidados com nutrição

A nutricionista Leylyanne Freitas, da Célula de Nutrição do Departamento de Saúde e Assistência Social (DSAS) da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece), adverte sobre a necessidade de buscar profissionais da saúde para uma investigação detalhada e um correto diagnóstico e tratamento para esses casos, os quais vêm crescendo na atualidade. "O tratamento nutricional visa garantir que o paciente alérgico tenha uma alimentação equilibrada e ao mesmo tempo variada, pois a restrição da dieta pode contribuir para uma monotonia alimentar, o que propicia deficiências nutricionais que podem comprometer a saúde e o bem-estar", explica.

Leylyanne também enfatiza a necessidade de uma dieta orientada à saúde gastrointestinal. "Esse tipo de dieta diminui o risco de disbiose (desequilíbrio desfavorável na composição e diversidade da microbiota), bem como favorece a tolerância alimentar e reduz a inflamação do organismo. Nesse contexto, é preciso também evitar o consumo de certos alimentos, como os aditivos alimentares e os industrializados, ricos em açúcar e gorduras saturadas", assevera. A nutricionista ainda ressalta a importância da leitura dos rótulos dos alimentos.

Confira vídeo em que a alergologista Lorena Madeira, do Centro de Pneumologia e Alergia do Ceará, traz orientações sobre o tema.

Conteúdo digital: Assessoria de Imprensa do DSAS

Edição: Salomão de Castro

 

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