Departamento de Saúde e Assistência Social

Conscientização sobre fibromialgia é tema de evento da Alece

Por Julio Sonsol
25/02/2026 14:09 | Atualizado há 2 semanas

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Foto notícia - Foto: Pedro Albuquerque

A programação da campanha Fevereiro Roxo da Alece realizou, nesta quarta-feira (25/02), a mesa redonda “Fibromialgia: desafios, mitos e preconceitos”. A ação foi promovida pelo Departamento de Saúde e Assistência Social (DSAS) da Casa, por meio do Núcleo de Atendimento à Pessoa com Fibromialgia (NAPFI). 

A mobilização do Fevereiro Roxo foca na conscientização sobre a fibromialgia, Alzheimer e lúpus, enfermidades crônicas e sem cura, que podem ter seus impactos reduzidos com diagnóstico precoce e terapias dos sintomas.

Na abertura do evento, a assessora de Planejamento e Gestão da Casa, Ana Alice Falcão, representando a primeira-dama Tainah Marinho Aldigueri, salientou a importância de esclarecer à população que a fibromialgia existe e traz muito sofrimento, apesar de, muitas vezes, não ser reconhecida. Ela também ressaltou a necessidade do apoio às políticas públicas para tratamento adequado, que pode reduzir os danos, uma vez que a doença não tem cura.  

A deputada Doutora Silvana (PL) compartilhou ser uma pessoa com “fibromialgia grave com fenômeno de Raynaud” e que tem procurado transformar a sua dor em uma bandeira que seja “libertadora para outras mulheres”, apontando que aproximadamente 70% dos pacientes da síndrome são do sexo feminino. 

Foto: Pedro Albuquerque

A parlamentar destacou a criação do NAPFI na Alece após uma edição do projeto “Política Cor-de-Rosa”, Assalce, em que servidores e servidoras relataram suas experiências e dificuldades com a doença. Doutora Silvana explicou ainda que o Brasil já aprovou e sancionou a lei que reconhece a fibromialgia como doença incapacitante e que requer uma atenção mais justa para as pessoas que vivem com dor.  “Nós temos alguma coisa a comemorar, mas a luta continua”, destacou. 

O diretor do DSAS, Luis Edson Sales, explicou que o tratamento da fibromialgia contempla um atendimento integral e multiprofissional, não só com diagnóstico e remédio, e o acesso a essas abordagens está diretamente relacionado à qualidade de vida das pessoas. Segundo o diretor, o NAPFI é pioneiro entre as assembleias legislativas do Brasil, com uma equipe multiprofissional de várias células do DSAS, avaliando a experiência como exitosa. 

Conscientização

Participaram da mesa redonda a psicóloga e supervisora do NAPFI do DSAS, Patrícia Araújo; as reumatologistas Priscila Dourado e Patrícia Melo, da Célula de Clínica Médica do DSAS, e o profissional de educação física Tony Frota. 

Foto: Pedro Albuquerque

A psicóloga Patrícia Araújo reforçou que, por muito tempo, a fibromialgia foi ignorada porque as pessoas, inclusive muitos profissionais, desconheciam a sua existência. Ela defendeu a importância de olhar para as pessoas com fibromialgia com mais consciência dos efeitos da doença e sem preconceito. “A gente está aqui para falar e alertar”, disse. 

“As pessoas com fibromialgia sentem dor do fio do cabelo até o dedinho do pé. Pode ser hoje em um lugar, amanhã em outro. Isso pode ser muito precipitado por questões emocionais, por estresse, sem contar que a síndrome pode gerar sintomas de depressão e ansiedade”, avaliou a supervisora. 

Sintomas emocionais e cognitivos

A reumatologista Priscila Dourado salientou que a fibromialgia, junto com a dor crônica, tem sintomas emocionais e cognitivos. Com estes sinais, o paciente deve procurar um médico clínico que possa dar realmente o diagnóstico de fibromialgia ou apontar outras possibilidades. 

“Muitas vezes o paciente não tem fibromialgia e sim uma deficiência de vitamina, um hipotireoidismo, até outra doença reumática. O acompanhamento, por meio de exames laboratoriais em um tratamento multidisciplinar, além do tratamento médico medicamentoso, deve atender a este indivíduo”, afirmou. 

A médica informou que cerca de 87 pessoas já são atendidas pelo NAPFI e outras ainda estão passando pelo processo de triagem. “Geralmente o acompanhamento do paciente é em intervalos de seis meses, aproximadamente, com o acompanhamento da equipe multidisciplinar”, avisou.

Assim como os demais serviços do DSAS, o atendimento do NAPFI é voltado para parlamentares, servidores e servidoras, seus dependentes e comunidade do entorno da Casa.

Importância da atividade física

O educador físico Tony Frota, do DSAS, revelou que uma das causas do surgimento e agravamento da síndrome é o sedentarismo, com dados que apontam que cerca de 70% das pessoas com a doença são sedentárias. 

Neste contexto, o profissional de educação física tem como papel orientar os pacientes a aprimorarem as práticas de atividades físicas, que vão causar a melhora da qualidade do sono, dos movimentos corporais, da mobilidade e todo o bem-estar físico, elencou o profissional.  

Objetivos de Desenvolvimento Sustentável na Alece

O evento contempla, pelo menos, um Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas: 

  • 3 - Saúde e bem-estar

Os ODS são uma chamada ao enfrentamento a questões globais e buscam promover projetos com foco na paz, saúde, educação, igualdade e prosperidade, proteção ao meio ambiente e ao clima, desenvolvimento de comunidades e cidades mais sustentáveis. 

A Alece, por meio de suas diversas ações, busca contribuir com o alcance dos ODS e, desde 2021, aderiu ao Pacto Global da ONU.

 

Edição: Samaisa dos Anjos

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