Alece promove ações da campanha “Dignidade Menstrual” nos espaços da Casa
Por Ana Vitória Marques31/10/2025 14:55 | Atualizado há 4 meses
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Caixinhas da campanha Dignidade Menstrual estão sendo distribuídas nas sedes da Alece
- Foto: Bia Medeiros
Como parte da campanha Dignidade Menstrual, a Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece), por meio do Comitê de Responsabilidade Social (CRS), realizou nesta sexta-feira (31/10) a instalação das caixetas para absorventes nos banheiros dos prédios da Alece. Na quinta-feira (30/10), colaboradoras da Casa passaram por capacitação sobre a campanha.
Em um ato simbólico, a primeira-dama da Casa, Tainah Marinho Aldigueri, colocou a primeira caixeta no banheiro feminino do Plenário 13 de Maio, reforçando a importância de se discutir o tema com todos e todas. Ao longo dos próximos dias, outros banheiros da instituição também receberão o material. A campanha foi lançada pela Alece nesta semana.
“A gente sabe que a menstruação é uma fase comum na vida da mulher, mas infelizmente ainda existem muitas mulheres que passam por esse momento sem o conforto e as informações que são devidas. A gente quer que essas caixinhas signifiquem tudo isso, uma forma de acolhimento, signifique mais informações chegando para essas mulheres lidarem com os sintomas físicos e emocionais”, comentou Tainah.
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Foto: Bia Medeiros
Com o slogan "Se você tem um absorvente, doe. Se não tem, receba", a campanha incentivará, por meio de caixas distribuídas nos banheiros da Alece, que quem precisar, retire os absorventes dos locais sinalizados e, quem puder, doe absorventes, promovendo assim a solidariedade. Mais do que um ato de solidariedade e de sororidade, a proposta busca também sensibilizar e chamar a atenção das pessoas para a dignidade menstrual e todos os tabus que circundam esse tema.
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Equipe do CRS e primeira-dama participaram da ação. Foto: Bia Medeiros
A articuladora do CRS, Amanda Melo, disse que a iniciativa busca se tornar uma rede de solidariedade. “Nós aguardamos e esperamos que essas mulheres, uma vez que sabem que podem precisar, também estejam dispostas a doar os absorventes. Chegou no banheiro e viu a caixinha vazia ou com pouco absorvente, lembra de trazer o absorvente para poder ajudar uma outra mulher que possa precisar. É uma rede de apoio, uma mão dando e outra recebendo”, citou.
Formação que acolhe e sensibiliza para a temática
Além da instalação das caixetas, outra ação da campanha foi a formação realizada com colaboradoras dos serviços gerais que atuam nos prédios da Casa, nesta quinta-feira (30/10).
A capacitação foi dividida em dois momentos, um acolhimento realizado por estudantes de psicologia da Unifor e uma abordagem teórica, ministrada por Rachel Garcia, do CRS, com informações e orientações. Além disso, foram distribuídas cópias do Guia de implementação do Programa Dignidade Menstrual, produzido pelo Governo Federal.
Rachel detalhou as temáticas trazidas: “A gente falou sobre o menstruar no planeta e no Brasil. Também abordamos como vai funcionar a campanha. Vão ser instaladas caixinhas coletoras de acrílico em todos os banheiros femininos da casa. E aí é nessa caixa que vai acontecer a troca. A mulher que estava com absorventes na bolsa, porque já estava menstruada, vai deixar uma ou duas unidades e ou outra mulher que foi pega de surpresa pelo ciclo menstrual pode pegar na caixinha. Então, é um ciclo de apoio feminino”.
No aspecto teórico, Rachel citou que além das orientações, o objetivo foi ouvi-las e compreendê-las de modo mais profundo do que o questionário é capaz de fazer. “Neste momento, a gente quer saber como é o trabalho delas, quais são as sensações, o que elas acham que a gente pode fazer, que pode favorecer esse trabalho, que pode melhorar. Então, esse primeiro momento é um treinamento, mas é um espaço muito maior de audição, que elas vão poder se desnudar e falar dessas dores que estão inseridas nesse trabalho”, comentou.
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Foto: Dário Gabriel
Durante o acolhimento, as estudantes de psicologia Sarah Menezes e Tatiana Dourado promoveram um momento de meditação, de olhar para si e de troca entre as colegas.
“Como vai ser o momento de conscientização sobre a importância do tema da dignidade menstrual, é muito importante lembrar que essas mulheres carregam o peso das suas famílias e dos seus trabalhos e têm suas dores silenciosas ou silenciadas, e a gente sabe que é muito difícil existir no nosso cotidiano momentos como esse, de espaço seguro para compartilhar, ouvir e acolher”, contou Tatiana.
Para Sarah, esse tipo de formação também cumpre um papel de integração e engajamento na campanha entre todas as colaboradoras. “Todo mundo aqui tem uma função e eu acho que é importante olhar ainda mais para esse tema de mulheres com elas. Elas fazem parte disso e é legal elas participarem também e se sentirem pertencentes”.
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Momento de partilha entre as colaboradoras. Foto: Dário Gabriel
Conhecer para ajudar
A campanha ressoa histórias como a de Vanessa Alves, colaboradora que atua nos serviços gerais da Alece. Agora com 37 anos, ela contou que quando mais nova, em muitos momentos, não teve condições de comprar absorventes.
“Eu fui uma jovem que, na minha época, às vezes, a gente tinha que usar pano e, muitas vezes, a gente não tinha por questões financeiras. A minha mãe era mãe solo e criava três filhas, então eram quatro mulheres menstruando na casa."
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Vanessa Alves, colaboradora que atua nos serviços gerais da Alece. Foto: Dário Gabriel
Ela também comentou sobre a importância de campanhas de conscientização como essa, para a compreensão do funcionamento do corpo e dos ciclos menstruais e para o suporte que as mulheres podem dar uma para a outra.
“Ontem, eu estava no banheiro e uma senhora me abordou e me perguntou se eu tinha absorvente. E a minha mãe sempre educou a gente a ter absorventes na bolsa quando estivesse perto do período menstrual. E esse projeto de ter essa caixinha nos banheiros é ótimo, porque, às vezes, você menstrua de repente, por não saber sobre o seu ciclo. Eu fui aprender sobre meu período menstrual com uma professora quando eu já tinha uns 16 anos, mas têm mulheres adultas que não sabem sobre isso e tem um tabu de conversar."
Edição: Samaisa dos Anjos
Núcleo de Comunicação Interna da Alece
E-mail: comunicacaointerna@al.ce.gov.br
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