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300 anos de Fortaleza: servidores que fizeram da cidade um lar

Por Julyana Brasileiro
10/04/2026 15:06 | Atualizado há 11 horas

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Foto notícia - Arte: Célula Publicidade e Marketing com fotos da Célula de Fotografia

O que faz alguém chamar um lugar de lar?

Em meio às histórias que ajudam a construir os 300 anos de Fortaleza e entre a população que vive na cidade, existem aquelas que cruzaram estradas, mudaram de estado e encontraram aqui um novo começo. 

Pessoas que vieram de diferentes cantos do Brasil e do Ceará, carregadas de sotaques, lembranças e raízes e que, pouco a pouco, foram se entrelaçando com o jeito único da capital cearense, que completa mais um ano no dia 13 de abril.

Rio Grande do Norte, Bahia, Mato Grosso do Sul, Maranguape... parece até lista de destinos, mas é, na verdade, o ponto de partida de muitas histórias que vieram parar na Alece e encontraram em Fortaleza um lugar para ficar.

Um destino que virou lar 

A servidora Fabiana Santana, da Consultoria Legislativa da Alece (Conlegis), nasceu no Rio Grande do Norte e se considera fortalezense de coração. A potiguar desembarcou na capital cearense em julho de 2022 para assumir o cargo de analista legislativo do concurso da Alece. 

Veio acompanhada do esposo, trazendo na bagagem expectativas, coragem e aquele friozinho na barriga típico de quem está prestes a recomeçar. O que parecia “apenas” um novo desafio profissional veio acompanhado de algo a mais: uma conexão inesperada com a cidade que, pouco a pouco, virou lar.

Foto: Dário Gabriel

“Sem dúvidas, o que mais me conquistou em Fortaleza foi o povo. Desde o início, fui recebida de braços abertos, com uma acolhida que fez toda a diferença na minha adaptação à cidade. Foi aqui que construí amizades e tive uma grande realização profissional”.

E foi em Fortaleza que Fabiana viveu um capítulo inesquecível na sua vida: o nascimento da filha, Melissa, em janeiro de 2024. É a primeira cearense de uma família potiguar, reforçando ainda mais a conexão com a cidade e o Estado.  

“Fortaleza não é apenas uma cidade no mapa, faz parte da minha história profissional e pessoal. Posso afirmar que fiz uma verdadeira família aqui, uma parte importante da minha história”.

E por que Fortaleza é uma boa cidade para viver? Pela combinação de beleza natural e acolhimento. "O litoral do Ceará tem paisagens belíssimas, praias maravilhosas, mas, acima de tudo, é o povo que faz a diferença aqui: pessoas receptivas, que fazem você se sentir em casa, mesmo estando longe’’.

Quando o caminho vira destino 

Para Gustavo Vasconcelos, servidor do Instituto de Estudos e Pesquisas sobre o Desenvolvimento do Estado do Ceará (Inesp), Fortaleza nunca foi exatamente novidade, sempre esteve por perto, fazendo parte da rotina muito antes de se tornar, de fato, lar.

Natural de Maranguape, ele cresceu com a capital cearense ali ao lado, presente nos caminhos do dia a dia e nas escolhas que foram moldando sua trajetória. Foi na época da faculdade que essa relação se intensificou. De 2013 a 2017, ele fazia o percurso Maranguape-Fortaleza de ônibus todos os dias, para participar das aulas da faculdade de Letras na Universidade Federal do Ceará (UFC). 

Foto: Pedro Albuquerque

Era uma rotina intensa, e a cidade grande e cheia de possibilidades já não era distante, era familiar. E foi em 2022 que tudo mudou de vez com a aprovação no concurso da Alece. O vai e volta entre Maranguape e Fortaleza continuou até que, em 2025, veio a mudança definitiva, o que tornou a relação com a capital cearense mais especial. 

Para Gustavo, Fortaleza representa mais do que um lugar para viver. “Fortaleza, para mim, é sinônimo de construção. Foi aqui que consegui estabilidade, conquistei o sonho da casa própria, cresci profissionalmente e comecei a formar minha família. É uma cidade que oferece oportunidades, qualidade de vida e tudo o que eu preciso para ter um futuro tranquilo”.

Aqui, ele conheceu a noiva, Larissa Alves - com quem hoje planeja construir a própria família - e destaca que não faltam motivos para ser fortalezense de coração. 

Caminhos que levam a Fortaleza 

A história da servidora Railuci Moreno, da Célula de Desempenho e Desenvolvimento de Servidores do Departamento de Gestão de Pessoas (DGP), é daquelas que mostram que, às vezes, a gente até roda o mundo, mas já sabe onde é casa.

Nascida em Bela Vista (MS), criada em Campo Grande e com passagens por Goiânia, Cuiabá e São Paulo, ela coleciona cidades no currículo. E, no meio de tantos CEPs diferentes, tinha um lugar que nunca saiu de sua rota: Fortaleza, cidade natal de seus pais, onde costumava passar férias e visitar os familiares. 

Em 2011, o destino providenciou o reencontro definitivo. O marido recebeu uma oportunidade de trabalho no Nordeste e, na hora de escolher, não teve dúvida: Fortaleza. E lá vieram ela, o esposo e as duas filhas, prontos para começar uma nova fase.

Foto: Dário Gabriel

A chegada foi marcante: o abraço apertado da mãe, o reencontro com a irmã, a festa com os sobrinhos e a sensação de estar finalmente em casa. “Sempre me considerei fortalezense. Apesar de ter sido criada fora daqui, vinha para cá todos os anos passar as férias, meus vínculos familiares sempre foram cearenses. O destino tratou de me trazer para essa cidade tão amada”. 

E, mesmo com experiência em outros estados, Railuci Moreno garante que nenhum lugar é tão  acolhedor como Fortaleza. Para ela, a cidade encanta pelo povo alegre e bem-humorado. “Adoro ir à praia, passear na Beira-Mar, ver as novidades da feirinha, dançar um forrozinho pé de serra. Isso até existe em outros lugares, mas aqui tem um sabor especial”.

Bahia no sotaque, Fortaleza no coração 

Jota Lacerda, uma das vozes da Alece FM, emissora do Sistema Alece de Comunicação, é baiano de nascimento e fortalezense por escolha. Nascido em Santo Amaro, ele se criou em Feira de Santana, viveu em Salvador e chegou em Fortaleza em 1997 para trabalhar na rádio AM do Povo.

A ideia era simples: viver uma experiência e, depois, voltar para seu estado natal. Mas o plano mudou, e lá se vão 29 anos de história na terra do sol. Talvez o que explique essa virada esteja na familiaridade que ele encontrou logo de cara. 

Fortaleza tem um  clima parecido com a Bahia, e essa semelhança tornou a adaptação natural, quase automática, avalia. “Vim para uma espécie de experiência, foi dando certo e fui ficando. Eu dizia para as pessoas que Fortaleza, para mim, é como uma Salvador sem ladeiras, cidade praiana, noite agitada e povo acolhedor”.

Foto: Máximo Moura

Jota Lacerda chegou à Alece no ano de 2009, justamente no momento em que a rádio começava a se expandir. Como repórter e produtor, acompanhou de perto o crescimento da Casa do Povo, participou de coberturas marcantes e apresentou programas especiais, como o Olimpíadas 2016 e o quadro História das Copas. 

Mais do que as oportunidades profissionais, Fortaleza conquistou Jota Lacerda pela hospitalidade, pela alegria de seu povo, pelo jeito bem-humorado do cearense de levar a vida, mesmo diante das dificuldades.

A Casa do Povo é construída por muitas histórias que contam também a história de Fortaleza e do Ceará. Parabéns pelos 300 anos, Fortaleza!

Homenagem da Alece

A Assembleia Legislativa realiza, ao longo de abril, homenagens aos 300 anos de Fortaleza. Além de sessão solene que reuniu parlamentares e gestores, a Casa está veiculando campanha institucional que destaca a história da Capital e o orgulho de também fazer parte dessa trajetória.

  • Confira os dois vídeos da campanha: 

 

 

 

Edição: Samaisa dos Anjos

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