Dia dos Pais: servidores compartilham as diversas expressões do amor paterno
Por Paulo Veras07/08/2026 13:21 | Atualizado há 1 mês
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- Arte: Célula de Publicidade e Marketing da Alece
O que é ser pai? Como cada um vive essa experiência? Muitas são as possibilidades de encarar essa trajetória. E, entre tantos caminhos, as famílias fortalecem o entendimento de que exercer a paternidade é estar junto, crescer junto, interagir e, com isso, preparar os filhos para os desafios da vida.
Essa forma de pensar faz parte da vivência de alguns servidores da Casa do Povo que também são pais. Nesta matéria especial em homenagem ao Dia dos Pais - celebrado no próximo domingo (09/08) -, vamos compartilhar algumas dessas histórias de paternidade de profissionais que fazem a Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece).
Filhos para o mundo
Marcelo Fernandes, orientador da Célula de Gestão de Folha de Pagamento do Departamento de Gestão de Pessoas (DGP), é pai de Marcelo Filho, 22, e Pedro Luis, 15. Servidor da Alece desde 2013, ele conta que a relação com os filhos é de amizade, amor, muito respeito e “rédeas curtas”, orientando o que precisa ser feito.
Para Marcelo, a paternidade é uma benção, e o pai deve ser um bloco de apoio. Por isso, ele procura passar aos filhos o caminho correto a seguir, com o objetivo de formar pessoas de bem. Ele prega que os filhos sejam homens bons e com muita inteligência, “para não ser mais uma pessoa no mundo, mais um fardo no mundo”.
Foto: Pedro Albuquerque
“A gente está nessa vida para ajudar as pessoas, principalmente nossa família, mas ajudar cada pessoa que passar na sua vida. Se você puder contribuir com alguma coisa, esse é o papel de vocês”, compartilha.
Marcelo se prepara para encarar a distância dos dois filhos, que, em breve, partirão para novas experiências. “O Marcelinho já mora em São Paulo, mas agora parte para o Canadá. Já o Pedro ano que vem vai para os Estados Unidos. Mas a gente não cria os filhos como um investimento, não é para eles cuidarem da gente. Cada um é responsável por si, como eles são responsáveis por eles”, conta, já saudoso.
Se ver em cada filho
O designer Valdo Costa, orientador da Célula de Produção e Gestão Editorial do Instituto de Estudos e Pesquisas Sobre o Desenvolvimento do Ceará (Inesp), sentiu-se pai mesmo antes do nascimento de seu primeiro filho.
Ele conta que, para ajudar a mãe, que trabalhava fora de casa, cuidava dos irmãos menores. “Minha mãe contava comigo para dar esse suporte, e eu já tinha esse senso de responsabilidade”, lembra.
Com o passar do tempo, a vida deu a Valdo três filhos. A filha mais velha, Priscila Karine, 33 anos, nasceu quando Valdo tinha apenas 18 anos. Mesmo sem ser planejada, Valdo teve a convicção de que ali começava a construção da família com a então namorada, hoje esposa. Depois vieram Pedro, 31, e Patrícia Thaís, 25.
Foto: Pedro Albuquerque
Valdo afirma que se enxerga em cada um dos três e acredita que a paternidade oferece essa perpetuação por meio dos filhos. "A gente percebe neles os nossos traços. Na forma de se comportar, de interagir com outras pessoas, de ajudar o próximo. Então, mesmo com suas individualidades, todos eles têm um pouco de mim”.
Ele agora se vê pensando na nova fase da vida da filha mais nova, Patrícia, que sairá da casa dos pais, uma vez que os outros dois já não moram com eles. “É o curso natural da vida. E tenho também muito orgulho a cada conquista deles”, comenta ao relatar que a filha comprou o próprio apartamento.
Segundo Valdo, um dos grandes desafios dos pais é estar presente em todos os momentos da vida dos filhos e aconselha os que estão perto ou pensando na paternidade: “Valorizem o amor. Tenham fé em Deus. Não tenham medo, sejam responsáveis, que tudo acontecerá naturalmente”.
A cara do pai
- Filho, tu é uma versão minha.
- Melhorada.
Esse é um diálogo constante entre Afonso Gonçalves e Bento Machado, seu filho de sete anos.
Servidor da Alece há cinco anos, Afonso é orientador da Célula de Planejamento e Gestão Orçamentária da Coordenadoria de Desenvolvimento Institucional (Codins).
Ele conta que, apesar de sempre ter desejado ser pai, a vinda de Bento não foi planejada. “Nosso tempo não é o mesmo do de Deus. O importante é que ele veio em um momento especial meu e da minha esposa, um momento de muito amadurecimento nas nossas vidas. Ficamos grávidos e pensamos: agora somos três”.
Afonso destaca a precocidade do filho, indicando que Bento parece, muitas vezes, um adulto conversando. E ele também enxerga no filho um espelho. “Eu me vejo muito nele, nas características, nos desejos, nos quereres. Ele tem sete anos, mas se ele sentar para conversar com você, você vai ver um jovem, um adolescente e, às vezes, até um velho”.
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Foto: Pedro Albuquerque
Para Afonso, seu desafio maior como pai é equilibrar a educação de casa com o que ocorre fora. “Só conseguimos educar da porta para dentro, pois hoje o mundo lá fora tem uma forma totalmente diferente de lidar com as pessoas. Mas, graças a Deus, está dando certo”.
Ele conta que procura dar ao filho uma educação mais humanística. “Tentamos focar na pessoa que ele vai ser. Hoje é tudo muito rápido, daí a gente vai mostrando o caminho e vai caminhando com ele de mãos dadas”.
Aos que também possuem o sonho de ser pai, Afonso afirma que ninguém nasce pai e que a paternidade deve ser uma escolha, pois você terá em suas mãos uma vida para cuidar, construir, viver muito em função dela e desfrutar do amor.
Para Afonso, é algo divino e puro acompanhar o dia a dia, ver o crescimento e a evolução. “Ser pai é algo, assim, inexplicável. É o amor de Deus ali na forma mais pura, na essência mesmo, que você consegue viver. É a melhor coisa do mundo”.
Como ser o melhor pai do mundo
Para mim, Paulo Veras, repórter da Célula de Comunicação Interna da Alece, contar essas vivências traz um sentimento diferente, pois eu também vivo a felicidade de ser pai.
Pedro Veras, 22, e Lívia Veras, 12, são as minhas bênçãos e constituem parte inseparável de mim. Como os outros, não me vejo longe deles, mas tenho absoluta consciência de que cada um deve construir sua caminhada.
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Ao conversar com os colegas da Alece, minha convicção se torna ainda mais clara de que, se há fórmula de paternidade perfeita, ela ainda não foi descoberta. Não existe um modelo infalível. O que há, sim, é um exercício em busca de um apoio por meio da presença física, do interesse, do respeito e da compreensão.
Entretanto, em meio a tantas histórias, há um ponto em comum: o amor incondicional, que, inclusive, nos traz a imagem de nossos próprios filhos, de como eles carregam nossos traços, físicos e de comportamento, mas nem por isso deixam de buscar seus caminhos e suas individualidades.
Todos nós que escolhemos ser pais ou que, sem planejamento, somos presenteados com essa benção, devemos encará-la com responsabilidade em uma relação na qual devemos estar dispostos a ensinar, mas também a aprender.
Será assim que daremos nossa contribuição para criar grandes cidadãos, mulheres e homens. Somos nós, pais, que formamos e formaremos aqueles que construirão o futuro.
Edição: Samaisa dos Anjos
Comunicação Interna da Alece
E-mail: comunicacaointerna@al.ce.gov.br
Página: https://portaldoservidor.al.ce.gov.br/
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