Alece reconhece atuação do CPCR e concede cidadania cearense à coordenadora Jussara Queiroz
Por Ana Vitória Marques07/08/2026 19:08 | Atualizado há 1 mês
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- Foto: Alex Costa
Prevenir e combater a violência por meio da Cultura de Paz é um dos compromissos assumidos pela Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece). Nesse contexto, o Parlamento cearense reforçou esse propósito, nesta sexta-feira (07/08), ao homenagear o Centro de Prevenção e Resolução de Conflitos (CPRC) e conceder o Título de Cidadã Cearense a servidora e coordenadora do CPRC, Jussara Alves Queiroz.
A iniciativa atende a requerimento do deputado Tony Brito (PSD), subscrito pelos deputados Walter Cavalcante (PV) e Júlio César Filho (PT), com apoio do presidente da Casa, deputado Romeu Aldigueri (PSB). Na ocasião, também foram homenageados os servidores que fazem parte do órgão: Daniel Moura Oliveira, Ana Maria Almeida Marques, Maria Eduarda Coelho de Oliveira, Flâmila Machado de Carvalho, Silvia Sweda Santos da Silveira Gomes, Antônia Deiliane Sousa da Rocha, Renan Pablo Almeida Stanck Chaves, Victória Pinheiro Landim, Janaíne de Alencar Machado Feitosa, Sarah Viana Colares, Fernando Torcápio Ferreira Neto, Ione Cavalcante Freire, Joana Cordeiro Brandão, Sarah Isabela Arruda Batista e Thiago Fernandes Barreto.
Reconhecimento do Centro de Prevenção e Resolução de Conflitos
O Centro de Prevenção e Resolução de Conflitos é uma iniciativa pioneira entre as casas legislativas do Brasil. Foi criado em 2022, como Centro de Gestão e Mediação e Gestão de Conflitos (Cemgec), e a partir do diálogo, da comunicação e da educação cidadão, o órgão busca soluções pacíficas para os conflitos.
Entre os serviços oferecidos estão a mediação e conciliação de conflitos, mediação organizacional, consultoria jurídica, além de ações sociais.
Para Sarah Colares, servidora do CPRC, o reconhecimento do trabalho realizado representa a confirmação de que a equipe está no caminho certo. Ela entrou na Alece em 2022, como analista legislativa, e desde então participou da construção do centro.
"Esse reconhecimento tem um significado muito especial para mim, porque tive a oportunidade de acompanhar o crescimento do CPRC praticamente desde o começo. É motivo de muito orgulho ver o quanto o setor evoluiu e saber que temos contribuído para transformar a vida de tantas pessoas através do diálogo e da resolução pacífica de conflitos".
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Foto: Alex Costa
Sarah destacou o papel social que o centro exerce: "Acredito que uma das grandes missões da Alece é estar cada vez mais próxima do cidadão cearense. Assim, por meio dos nossos serviços, como a mediação, conciliação, a consultoria jurídica e as ações sociais, o CPRC contribui para aproximar a Alece da população cearense, ampliando o acesso à Justiça e fortalecendo a cultura de paz".
E a atuação do centro demonstra resultados na prática. Entre janeiro e junho, os serviços e ações desenvolvidos pelo órgão alçaram mais de 4.710 pessoas, entre atendimentos, orientações jurídicas, mediações, conciliações e atividades preventivas voltadas à resolução pacífica de conflitos. O órgão registrou índice geral de resolutividade de 78%, com destaque para a mediação, que alcançou 92,19% de acordos celebrados.
O CPRC conta com parcerias institucionais, como Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE), Defensoria Pública do Estado do Ceará, Instituto Maria da Hora e Instituto Dragão do Mar. Dessa forma, consegue ter mais efetividade nas ações e atuar preventivamente.
Quem faz parte desse eixo do centro é o Thiago Barreto, articulador de ações sociais do CPRC. Da área de Psicologia, Thiago é responsável por contatar essas instituições para fazer trabalhos preventivos e, de maneira ativa, chegar até o cidadão.
"Nós fazemos parceria com instituições que trabalham com diversos tipos de público, muitas vezes públicos menos abastados, que podem usufruir bastante dos nossos serviços".
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Foto: Alex Costa
Ele ressaltou o orgulho de fazer parte do órgão e de contribuir diretamente na vida de muitos cidadãos, o que é demonstrado pelo feedback positivo nas pesquisas de satisfação do centro.
"O cidadão muitas vezes não conhece o nosso serviço, como, por exemplo, de consultoria jurídica ou os nossos serviços de conciliação, que são totalmente gratuitos e que podem facilitar muito a vida dele, principalmente se ele não tiver condições de buscar esses serviços por fora".
Título de Cidadã Cearense
Nascida e criada no distrito de Pilar, no município de Jaguarari, na Bahia, Jussara Queiroz chegou ao Ceará em 2022, quando passou no concurso da Alece como analista legislativa.
Formada em Direito, especialista em Direito Constitucional pela Damásio/Ibmec e em Administração Pública e Governança pela Escola Superior do Parlamento Cearense (Unipace), Jussara ocupou o cargo de articuladora do centro e depois passou a coordená-lo, função que exerce hoje no órgão.
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Foto: Alex Costa
Desde o início, esteve lotada no Centro de Prevenção e Resolução de Conflitos, órgão que passou a coordenar.
"Quando eu cheguei em Fortaleza e fui lotada, na época, no Centro de Mediação e Gestão de Conflitos da Alece, ali iniciou a minha trajetória na área da justiça consensual. Foi quando eu entendi de fato como funcionavam os métodos autocompositivos, a mediação, a conciliação, inclusive também a advocacia colaborativa, que é a advocacia consensualista, e dali eu já me apaixonei".
Ela contou que quando soube que ia receber o Título de Cidadã Cearense teve a certeza de que "aqui é o seu lugar no mundo". Além do reconhecimento, foi a oficialização do sentimento de pertencimento ao estado que já sentia.
Jussara Queiroz com a família - Foto: Alex Costa
"Quando eu cheguei aqui, eu estava receosa, porque eu sou de um interior de 13 mil habitantes e vim só para morar em uma capital. Então para mim não foi tão fácil, mas eu vim com a expectativa de que eu conseguiria me adaptar, e a minha expectativa foi superada graças à recepção que eu tive do povo cearense".
Quando perguntada sobre o significado do reconhecimento, ela ressaltou: "Para mim, é como se o Ceará estivesse me dizendo assim: você também agora é daqui. É uma sensação de pertencimento. Essa terra que me acolheu tanto, desde que eu cheguei aqui, e eu me vi pertencente a este lugar".
Edição: Samaisa dos Anjos
Comunicação Interna da Alece
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