Fortaleza, Segunda-feira, 08 Agosto 2022
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O prêmio Oscar de Hollywood inovou este ano e pela primeira vez selecionou 10 produções para disputar a categoria de melhor filme. A ampliação de vagas beneficiou CODA - No Ritmo do Coração, que conta a saga de uma família composta de pais e um dos filhos surdos, vivendo e enfrentando as agruras do cotidiano em uma sociedade ouvinte. A saga é levemente aliviada porqu   e a filha do casal é não é deficiente e cuida de interpretar a linguagem de sinais falada pelos demais familiares. 

A história central é um clássico dama de amadurecimento, protagonizada por uma adolescente que se vê dividida entre as obrigações familiares e a vontade de seguir seus próprios sonhos. O filme tem o seu ponto forte em trazer uma dose de emoção a uma história que, sem isso, seria trivial demais para ir às telas de cinema.

A protagonista é Ruby (Emilia Jones), garota que mora com sua família em uma cidade pesqueira no norte dos Estados Unidos. Todas as manhãs, antes de ir para a escola, ela embarca com seu pai Frank (Troy Kotsur) e seu irmão Leo (Daniel Durant) para ajudá-los, o que já é uma responsabilidade e tanto. O elemento que define a vida de Ruby é outro, porém: ela é uma "CODA" (children of deaf adults, ou filha de adultos surdos)  palavra que corresponde ao título original do filme.

Única pessoa ouvinte de sua família (que ainda conta com a vencedora do Oscar Marlee Matlin como a mãe, Jackie), Ruby é também a ponte entre ela e o mundo fora da comunidade surda, fazendo as vezes de intérprete em consultórios médicos e situações profissionais. Ela se vê dividida, no entanto, ao decidir ir atrás de sua paixão pela música, incentivada por um professor (Eugenio Derbez), mas pouco compreendida por seus pais.

Os conflitos que se seguem são tratados com delicadeza. Ainda que seja uma adolescente tentando encontrar seu lugar no mundo, Ruby tem um grande senso de lealdade a sua família; seus pais, por sua vez, fogem do estereótipo dos “pais rígidos”, o que resulta em uma dinâmica familiar mais leve do que nos acostumamos a ver em histórias do tipo.

O texto passeia entre o humor e o drama, e nessa mistura consegue atingir o tom certo para construir momentos realmente emocionantes. Mas o grande trunfo do longa está, inevitavelmente, em seu elenco central, fortemente comprometido com a história e seus papéis. Jones, além de criar uma adolescente com quem a identificação é imediata, tem a potência vocal que o papel pede. Já Kotsur, Matlin e Durant - todos surdos na vida real, assim como seus personagens - entregam atuações cheias de nuances e momentos especiais, com o intérprete de Frank, em particular, se sobressaindo nas cenas cômicas.

Vale notar que a maior parte das conversas do filme acontecem na língua americana de sinais. A expressividade física da linguagem é reconhecida por Heder, que a torna parte central de vários momentos-chave de seu filme e compõe cenas visualmente interessantes.

Prêmios 

A repercussão de “Coda – No Ritmo do Coração” no Festival de Sundance deste ano, ganhando quatro prêmios (Melhor Direção, Melhor Elenco, Melhor Filme pelo júri e pelo público), já dava indícios de que o filme era uma boa produção para ficar atento. A propósito, esta definição pode até ser interpretada por outro olhar se levar em consideração a proposta do longa.

Outro ponto forte está na direção do elenco, principalmente, na atuação dos personagens com deficiência auditiva. Vale ressaltar que a mãe de Ruby é interpretada pela Marlee Matlin, a única pessoa surda a ganhar o Oscar de Melhor Atriz em 1986, em “Filhos do Silêncio”.

É impossível deixar de ressaltar a naturalidade de Emilia Jones ao se comunicar na Língua de Sinais Americana. Percebe-se que a atriz se aprofundou bastante nos estudos, pois o modo como transita entre a fala e a linguagem é totalmente convincente. Sem falar no fato de sua ótima voz que encanta o espectador em vários momentos do drama. Importante destacar que “Coda – No Ritmo do Coração” não é um musical, e sim um drama que traz como temática a música.

Outro elemento que se torna importante na construção do enredo é o trabalho de som. Algo semelhante vemos ou ouvimos no imersivo “Som do Silêncio”, vencedor de diversos prêmios nas categorias técnicas referentes à mixagem de som. Em dois momentos específicos de “Coda”, vemos a tentativa de inserir o espectador no universo de pessoas surdas, da mesma forma como o original francês também provoca esta sensação. Ambos realizam o feito de formas diferentes, mas com êxito.

Críticas ao capacitismo

Certo que o ponto principal é trajetória da protagonista na busca de conquistar seus sonhos. Mas o plano de fundo em que a história é inserida consegue provocar grandes reflexões acerca das desigualdades sociais, econômicas e de exclusão de Pessoas Com Deficiência (PCDs). Aliás, esse é a principal característica que se distancia o remake do original.

Onde assistir

Você pode assistir "No Ritmo do Coração" no Amazon Prime Video, no Apple iTunes, e no Google Play Movies.

Gêneros: Romance, Comédia e Drama

Tempo: 1h52min

Classificação de idade: 14

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Publicado em Categoria Matriz

Qualquer migração das obras do autor inglês William Shakespeare para o cinema sempre gera curiosidade do público e da crítica. Com a nova versão de A tragédia de Macbeth, já disponível na plataforma TV+, da Apple, a expectativa se repete. O filme é uma produção americana dirigido e roteirizado por Joel Coen e baseado na peça homônima do autor britânico. Este é  o primeiro filme dirigido por um dos irmãos Coen isoladamente. A produção é protagonizada por Denzel Washington, Frances McDormand (que também produziu o filme), Bertie Carvel, Alex Hassell, Corey Hawkins, Harry Melling, Kathryn Hunter e Brendan Gleeson.

A Tragédia de Macbeth teve sua estreia mundial no Festival de Cinema de Nova York de 2021 em 24 de setembro de 2021. Teve um lançamento limitado nos cinemas em 25 de dezembro de 2021, pela A24,. O filme foi aclamado pela crítica por sua direção, fotografia e as performances de Washington, McDormand e Hunter.

A história inicia quando Macbeth e Banquo, tendo liderado o exército do rei Duncan à vitória sobre o traidor Thane de Cawdor, são abordados por três bruxas no campo de batalha. As bruxas saúdam Macbeth. Os seres que aparentam ser místicos proclamam que Macbeth será rei em breve e declararam que Banquo gerará uma linhagem de reis.

Macbeth fica alarmado depois que Duncan nomeia seu filho Malcolm como o príncipe de Cumberland, vendo a nomeação como um estorvo em seu caminho para o trono. Macbeth escreve para Lady Macbeth, informando-a das profecias. Quando Duncan decide passar uma noite no castelo de Macbeth, Lady Macbeth convence seu marido a cometer regicídio. Ela droga os servos do rei, e um hesitante Macbeth executa o assassinato.

No início da manhã seguinte, Macduff, o Thane of Fife, descobre o corpo, enquanto Macbeth mata os servos para encobrir as pistas de seu crime. Temendo por sua própria vida, o herdeiro de Duncan, Malcolm, foge para a Inglaterra, e Macbeth assume o trono como o novo rei. Inquieto com a profecia sobre Banquo, Macbeth organiza o assassinato dele e de seu filho Fleance. Os assassinos de Macbeth, acompanhados por Ross como o Terceiro Assassino, matam Banquo. Ross então persegue Fleance através de um campo.

Um Macbeth cada vez mais paranóico torna-se um tirano. Em um banquete real, ele alucina e começa a delirar com o fantasma de Banquo. Lady Macbeth dispensa os convidados antes de drogá-lo para acalmá-lo. Durante seu transe, Macbeth é novamente visitado pelas bruxas. Macbeth ordena que toda a família Macduff seja morta, mas o próprio Macduff sobrevive, tendo fugido para a Inglaterra.

Uma Lady Macbeth cheia de culpa começa a ter um sonambulismo e gradualmente desce à loucura. Ross visita secretamente a Inglaterra e informa Macduff sobre a morte de sua família. Um Macduff aflito jura vingança, enquanto Malcolm levanta um exército com a ajuda dos ingleses. As tropas cortam galhos de Birnam Wood, usando-os como camuflagem, e marcham para o castelo de Macbeth em Dunsinane, cumprindo uma das profecias. Lady Macbeth morre, mergulhando Macbeth em mais desespero. Ainda convencido de sua invencibilidade, ele acaba sendo desafiado por Macduff para um duelo. Macduff declara que não nasceu de uma mulher, mas sim "rasgado prematuramente". Macbeth inicialmente se recusa, mas acaba aceitando o desafio de Macduff. Macduff supera Macbeth e o decapita, cumprindo a profecia final. Malcolm é coroado o novo Rei da Escócia. Enquanto isso, Fleance é revelado estar vivo, e Ross o leva para longe da Escócia.

A escolha de Denzel Washington e de Frances McDormand, mulher do diretor e sua parceira no desenvolvimento do projeto, sugere um casal mais maduro, que o tempo não permite mais sonhar. Assim, seus atos ganham mais peso e urgência, sublinhando o desejo de deixar um legado.

Essa maturidade se reflete na interação de Denzel e Frances, que evocam à perfeição duas pessoas com décadas de familiaridade um com o outro, emprestando credibilidade às suas decisões. O esfarelamento de sua posição de poder, prevista na profecia que dispara a trama, ressalta a tragédia de quem não tem mais o tempo a seu favor para redimir-se de suas próprias decisões.

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Publicado em Agenda Cultural

Se alguns personagens da ficção fossem reais, iriam fazer muito bem para a história da Humanidade. Um desses é Beth Harmon, protagonista da série "O Gambito da Rainha", que conta a história da ascensão de um jovem fenômeno do xadrez ao topo.  Encarnada pela atriz Anya Taylor-Joy, a personagem é uma órfã pobre que aprende sobre o jogo com o zelador de seu orfanato, o Sr. Shaibel, vivido pelo ator Bill Camp.  Genial e determinada, ela vive traumas e por isso adota também alguns comportamentos autodestrutivos, como uso excessivo de álcool e substâncias psicoativas.

Apesar das dificuldades, Beth se torna uma famosa estrela internacional do xadrez. Seu perfil é publicado pela revista “Time”, transportada para todo o mundo e celebrada por fãs de xadrez em todos os lugares. Ambientado nas décadas de 1950 e 1960, The Queen’s Gambit (título original) segue a ascensão meteórica de Elizabeth Harmon. Forçada a viver em um orfanato em Kentucky após a morte de sua mãe, de gênio problemático, Beth logo encontra duas saídas para sua dor: xadrez e tranquilizantes.

Juntos, eles oferecem a ela uma fuga da realidade e os meios para sair de seu estado de empobrecimento. Com a ajuda de seu mentor original, o Sr. Shaibel, e sua mãe adotiva Alma (Marielle Heller), Beth entra em uma série de torneios de xadrez. Depois de derrotar jogadores masculinos estabelecidos, Beth se torna uma espécie de fascínio para as pessoas que seguem o jogo. Eventualmente, ela chega ao nível internacional, mas não sem se sentir oprimida por seus vícios.

Sobre a série

The Queen’s Gambit, da Netflix, é uma adaptação do romance homônimo de Walter Tevis. Embora o livro tenha sido universalmente elogiado por seu retrato preciso do xadrez, é uma história totalmente original, portanto ficcional. No entanto, sempre houve prodígios do xadrez que chamaram a atenção do público. Bobby Fischer, Anatoly Karpov e mais recentemente Gary Kasparov foram famosos grandes mestres que inspiraram o trabalho de Tevis.

Aqueles que têm alguma intimidade, mesmo que pequena, com o xadrez, encontrarão mais facilidade em perceber a grandiosidade da trama. Porém, não se trata de uma série hermética para quem não conhece o jogo. É verdadeiramente uma guerra: em posições opostas de um tabuleiro de 64 casas, dois exércitos se enfrentam em uma batalha feroz de raciocínios e estratégias, na qual cada general (jogador) tenta ao mesmo tempo antecipar os movimentos do adversário e surpreendê-lo com suas próprias decisões, num cálculo de probabilidades que chega à casa dos bilhões a cada lance.

Quando travada entre as grandes mentes do jogo, a disputa não deixa espaço para a sorte — só a resistência física e psicológica, a agudeza para detectar fraquezas e a superioridade intelectual podem levar à vitória. E eis aí uma das belezas do enxadrismo, da qual O Gambito da Rainha muito se aproveita: as derrotas vêm acompanhadas não só dos sentimentos naturalmente provocados por elas, mas também da admiração, seja ela relutante ou generosa, pelo antagonista. Assistir essa minissérie é uma experiência sem volta, já que não há possíbilidade de uma segunda temporada.

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Para quem deseja sintonizar com o que há de melhor na cultura e música de nossa terra não há opção melhor, neste final de semana. O II Festival de Música da Assembleia Legislativa teve de esperar mais quatro meses para poder acontecer por causa da pandemia de coronavírus. Previsto inicialmente para ser realizado em março passado, o concurso foi remarcado para e inicia nesta quinta-feira (30/07) e vai até o próximo sábado (01/08).  Com todas as medidas de segurança necessárias em tempos de Covid-19, os talentos sobem ao palco a partir das 19h30min, com transmissão por rádio, televisão e mídias sociais.   

O público finalmente vai poder ver e ouvir os 24 finalistas que participam do Festival.  Serão premiados os compositores que conquistarem os três primeiros lugares. Os prêmios são de R$ 25 mil (1º colocado), R$ 15 mil (2º) e R$ 7 mil (3º). O melhor intérprete do evento também receberá premiação, no valor de R$ 5 mil. Além dos prêmios em dinheiro, será gravado um álbum e um DVD com as 12 canções finalistas.

Os ensaios dos semifinalistas iniciaram na segunda-feira (27/07) e se desenvolveram até quarta-feira (29/07), obedecendo a orientações de prevenção  ao novo coronavírus, como uso obrigatório de máscara de proteção, distanciamento e higienização das mãos e dos equipamentos utilizados.

Testes para detectar a Covid-19 estão sendo realizados. Caso alguém apresente resultado positivo, precisará ser substituído, inclusive intérpretes, que deverão indicar outra pessoa, que também passará pelo exame.

A fase eliminatória será nos dias 30 e 31 de julho, às 19h30, quando serão apresentadas as 24 canções selecionadas, 12 em cada dia. A grande final acontecerá no dia 1º de agosto, no mesmo horário, com a apresentação das 12 finalistas.

Cinco nomes compõem o corpo de jurados: Marcilio Mendonça; Ivan Ferraro; Nelson Augusto; Humberto Pinho e o maestro Poty Fontenelle.  Ao todo, 364 artistas cearenses ou residentes do Estado se inscreveram para o festival. O público, que acompanhará as apresentações ao vivo, de casa, também poderá participar por meio de uma votação popular.  O escolhido receberá um troféu em reconhecimento pelo carinho do público.

As apresentações da fase eliminatória (30 e 31/07) e da final (01/08) poderão ser acompanhadas pela TV Assembleia – Fortaleza e RMF: canal 31.1 digital (TV aberta) – e NET, canal 31.1 digital (TV a cabo). No Cariri: canal 20.3 (TV aberta). Em Sobral: canal 31.1 (TV aberta). Também poderão ser acompanhadas pela rádio FM Assembleia (96.7 MHz); site; Facebook da AL ; Instagram (@AssembleiaCE)

Confira as músicas selecionadas e torça pelo seu favorito:

  1. Amor – Danilo Lima Guilherme;
  2. Amor, Ordem E Progresso – Marcos Victor De Holanda Calíope;
  3. Asa – Tiago Cavalcante Nogueira;
  4. A Voz Da Caatinga - Pedro Frota Rodrigues;
  5. Boi Mansinho – Francisco De Assis Silvino Da Silva;
  6. Cabô – Rafael Bruno Soares Sales;
  7. Das Cores De Si – Sebastião Lucas De Freitas E Marisol Senese;
  8. Deixei Uma Ave Me Amanhecer – Marcos Chaves Lessa De Castro;
  9. Ela – Paula Aragão De Carvalho;
  10. Fazendo Serenata – Paulo Roberto Pereira De Araújo;
  11. Jangada De Papel – Edgleryton Vasconcelos Dos Santos;
  12. Leve Brisa ‒ Davi Cardoso Cartaxo;
  13. Língua Portuguesa – Joaquim Ernesto Barreto Cavalcante E Horácio Dídimo;
  14. Lua Vadia – Francisco José Bizerra De Carvalho;
  15. Meu Menino – Roberto Flávio Almeida;
  16. Minha Saudade - Antônio Izaias Luciano Da Silva E Ítalo Queiroz Mangueira;
  17. Na Contramão – Claudine Rodrigues De Albuquerque;
  18. No Céu Do Jardim – Orlângelo Leal Martins;
  19. Pode Bater O Tambor – Maria Aparecida Silvino Da Silva E Gilvandro Filho;
  20. Purificação – Maria Aparecida Olímpio Do Nascimento;
  21. Quase Nada – João Sebastião Álcio Cordeiro Barroso;
  22. Samba Da Graça – Hannah Scarlet Girão Carneiro;
  23. Saudade – Antônio Luiz Drummond Miranda;
  24. Tarsila – Francisco Wesdley Da Silva Vasconcelos.

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Há séries que quando a gente termina de ver nos dão a certeza de serem fortes concorrentes aos prêmios concedidos anualmente nos Estados Unidos, como Globo de Ouro e Emmy. Hollywood, lançada este ano pela Netflix, no entanto, mais que isso, parece que não ter concorrente na categoria que vier a disputar. Além de tratar de um tema recorrentemente laureado pelas entidades de julgamento das obras de televisão, os bastidores da indústria cinematográfica californiana, conta também a seu favor um roteiro bem desenvolvido.

Hollywood, que estreou em 1º de maio,retrata de forma elegante a realidade de como as coisas funcionavam na capital do cinemanos anos 1940, levando à tela questões como racismo, homofobia e misoginia, contando com personagens divertidos e que se unem por um único objetivo: o de se tornarem pessoas influentes no mundo do cinema. A série faz um mix de fatos reais com ficção, mas que, de alguma forma remete a situações enfrentadas por alguns atores, diretores, roteiristas e estúdios na vida real.

Nem tudo o que é mostrado ao longo dos sete episódios da primeira temporada, de quase uma hora cada, é verdadeiramente real, mesmo nos que discutam assuntos que representam a mudança na história de Hollywood na busca pela igualdade. A trama começa focada em Jack Castello (David Corenswet), que sonha em se tornar ator.

Casado e com a esposa grávida, ele faz de tudo para conseguir as melhores audições e, claro, passar em alguma delas, mesmo que inicialmente a sua beleza clichê seja a sua maior característica. Mas como as coisas não são nada fáceis neste universo, ele acaba esbarrando com Ernie (Dylan McDermott), um "cafetão" que tem um ponto de encontro de prostituição masculina disfarçado de posto de gasolina.

A série segue mostrando grandes histórias de inclusão e diversidade, como a primeira negra ganhando um Oscar de melhor atriz, um roteirista negro ganhando o mesmo prêmio pelo seu trabalho impecável, e pessoas brancas, ricas e poderosas vendo na prática como o racismo não havia sido deixado de lado com o fim da escravidão, bem como arriscando retaliação para que a comunidade negra tivesse visibilidade. A discriminação racial era tão intensa na época que é bastante difícil assistir e ouvir que negros não poderiam ser protagonistas de filmes e não podiam sentar na primeira fileira na plateia do Oscar, por exemplo.

Não bastasse o bom roteiro desenvolvido por atoresconvincentes, a série conta ainda com uma produção muito bem acabada, nos remetendo de cabeça aos anos 40, com cenários irretocáveis, roupas e veículos da época. Merecem também destaque as pressões políticas exercidas sobre a conteúdo das produções e como estúdios lutaram para se livrar de algumas amarras. Fica a dica.

Serviço:Série Hollywood – Primeira Temporada. Em exibição, após ter estreado em 1º de maio. Onde assistir: Serviço de streaming Netflix. Duração: sete episódios de aproximadamente 1 hora, cada.

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