Fortaleza, Quarta-feira, 17 Agosto 2022
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O prêmio Oscar de Hollywood inovou este ano e pela primeira vez selecionou 10 produções para disputar a categoria de melhor filme. A ampliação de vagas beneficiou CODA - No Ritmo do Coração, que conta a saga de uma família composta de pais e um dos filhos surdos, vivendo e enfrentando as agruras do cotidiano em uma sociedade ouvinte. A saga é levemente aliviada porqu   e a filha do casal é não é deficiente e cuida de interpretar a linguagem de sinais falada pelos demais familiares. 

A história central é um clássico dama de amadurecimento, protagonizada por uma adolescente que se vê dividida entre as obrigações familiares e a vontade de seguir seus próprios sonhos. O filme tem o seu ponto forte em trazer uma dose de emoção a uma história que, sem isso, seria trivial demais para ir às telas de cinema.

A protagonista é Ruby (Emilia Jones), garota que mora com sua família em uma cidade pesqueira no norte dos Estados Unidos. Todas as manhãs, antes de ir para a escola, ela embarca com seu pai Frank (Troy Kotsur) e seu irmão Leo (Daniel Durant) para ajudá-los, o que já é uma responsabilidade e tanto. O elemento que define a vida de Ruby é outro, porém: ela é uma "CODA" (children of deaf adults, ou filha de adultos surdos)  palavra que corresponde ao título original do filme.

Única pessoa ouvinte de sua família (que ainda conta com a vencedora do Oscar Marlee Matlin como a mãe, Jackie), Ruby é também a ponte entre ela e o mundo fora da comunidade surda, fazendo as vezes de intérprete em consultórios médicos e situações profissionais. Ela se vê dividida, no entanto, ao decidir ir atrás de sua paixão pela música, incentivada por um professor (Eugenio Derbez), mas pouco compreendida por seus pais.

Os conflitos que se seguem são tratados com delicadeza. Ainda que seja uma adolescente tentando encontrar seu lugar no mundo, Ruby tem um grande senso de lealdade a sua família; seus pais, por sua vez, fogem do estereótipo dos “pais rígidos”, o que resulta em uma dinâmica familiar mais leve do que nos acostumamos a ver em histórias do tipo.

O texto passeia entre o humor e o drama, e nessa mistura consegue atingir o tom certo para construir momentos realmente emocionantes. Mas o grande trunfo do longa está, inevitavelmente, em seu elenco central, fortemente comprometido com a história e seus papéis. Jones, além de criar uma adolescente com quem a identificação é imediata, tem a potência vocal que o papel pede. Já Kotsur, Matlin e Durant - todos surdos na vida real, assim como seus personagens - entregam atuações cheias de nuances e momentos especiais, com o intérprete de Frank, em particular, se sobressaindo nas cenas cômicas.

Vale notar que a maior parte das conversas do filme acontecem na língua americana de sinais. A expressividade física da linguagem é reconhecida por Heder, que a torna parte central de vários momentos-chave de seu filme e compõe cenas visualmente interessantes.

Prêmios 

A repercussão de “Coda – No Ritmo do Coração” no Festival de Sundance deste ano, ganhando quatro prêmios (Melhor Direção, Melhor Elenco, Melhor Filme pelo júri e pelo público), já dava indícios de que o filme era uma boa produção para ficar atento. A propósito, esta definição pode até ser interpretada por outro olhar se levar em consideração a proposta do longa.

Outro ponto forte está na direção do elenco, principalmente, na atuação dos personagens com deficiência auditiva. Vale ressaltar que a mãe de Ruby é interpretada pela Marlee Matlin, a única pessoa surda a ganhar o Oscar de Melhor Atriz em 1986, em “Filhos do Silêncio”.

É impossível deixar de ressaltar a naturalidade de Emilia Jones ao se comunicar na Língua de Sinais Americana. Percebe-se que a atriz se aprofundou bastante nos estudos, pois o modo como transita entre a fala e a linguagem é totalmente convincente. Sem falar no fato de sua ótima voz que encanta o espectador em vários momentos do drama. Importante destacar que “Coda – No Ritmo do Coração” não é um musical, e sim um drama que traz como temática a música.

Outro elemento que se torna importante na construção do enredo é o trabalho de som. Algo semelhante vemos ou ouvimos no imersivo “Som do Silêncio”, vencedor de diversos prêmios nas categorias técnicas referentes à mixagem de som. Em dois momentos específicos de “Coda”, vemos a tentativa de inserir o espectador no universo de pessoas surdas, da mesma forma como o original francês também provoca esta sensação. Ambos realizam o feito de formas diferentes, mas com êxito.

Críticas ao capacitismo

Certo que o ponto principal é trajetória da protagonista na busca de conquistar seus sonhos. Mas o plano de fundo em que a história é inserida consegue provocar grandes reflexões acerca das desigualdades sociais, econômicas e de exclusão de Pessoas Com Deficiência (PCDs). Aliás, esse é a principal característica que se distancia o remake do original.

Onde assistir

Você pode assistir "No Ritmo do Coração" no Amazon Prime Video, no Apple iTunes, e no Google Play Movies.

Gêneros: Romance, Comédia e Drama

Tempo: 1h52min

Classificação de idade: 14

JS

Núcleo de Comunicação Interna da Alece

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Publicado em Categoria Matriz

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