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Quinta, 22 Outubro 2020 14:15

Dia Internacional de Atenção à Gagueira é celebrado nesta quarta-feira (22/10) Destaque

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A campanha visa reforçar a ideia que de que a gagueira precisa ser entendida e respeitada por todos A campanha visa reforçar a ideia que de que a gagueira precisa ser entendida e respeitada por todos Divulgação

A gagueira é um distúrbio da fluência que surge na infância. É involuntária, de ordem neurobiológica e muitas vezes apresenta implicações psicossociais. O Dia Internacional de Atenção à Gagueira é celebrado em 22 de outubro. Durante esse mês, a Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia e Conselho Federal de Fonoaudiologia, lançam a Campanha de Atenção, com o objetivo de informar, conscientizar e educar sobre a importância de atitudes altruístas em favor de quem gagueja, trocando a apatia pela empatia.

A campanha visa reforçar a ideia que de que a gagueira precisa ser entendida e respeitada por todos. A fonoaudióloga do Departamento de Saúde e Assistência Social  (DSAS), da Asssembleia Legislativa , Liana Prado lembra que o próprio slogan da campanha deste ano é “A gagueira, ela não tem graça. A gagueira tem tratamento”, acentua. Ela lembra que os profissionais fonoaudiólogos estão habilitados para oferecer esta atenção.

“O fonoaudiólogo veio para retirar muitos mitos que havia encima da gagueira. Com a fonoaudiologia a gente pode trabalhar para que esse indivíduo melhore muito a sua fluência de fala, abordando aspectos de respiração e articulação. Isso dá uma autonomia muito maior para eles melhorando a fluência de fala. É importante que a gente pare, respeite e escute esses indivíduos. Lembrar sempre: a gagueira não tem graça

Especialmente neste ano de 2020, enfrentando uma pandemia e seus desafios diários falar sobre a importância do desenvolvimento da capacidade empática para e com quem gagueja mostra-se um tema oportuno e necessário, na avaliação da fonoaudióloga Patrícia Costa. "Considera-se que o acesso à informação cientificamente atualizada sobre gagueira, e o estímulo ao desenvolvimento de empatia podem atuar como estratégias eficientes na prevenção e combate ao bullying  com quem gagueja", acentua.

De acordo com Patrícia Costa, o conhecimento de diferentes olhares é fundamental para o embasamento da prática clínica, na qual nos deparamos com algumas questões importantes, "como  a justificativa para a ausência de disfluências gagas no monólogo, quando a fala não tem função comunicativa, relatada por pacientes adultos e observada em crianças gagas durante atividade lúdica, situação que pode levar à identificação da gagueira como transtorno da relação interpessoal.

No Brasil a Lei nº 13.185, de 6 de novembro de 2015, que institui o Programa de Combate à Intimidação Sistemática (bullying), refere como um dos objetivos do programa a implementação e disseminação de campanhas de educação, conscientização e informação, e recomenda a integração dos meios de comunicação de massa com a sociedade como uma forma de identificação e conscientização do problema, prevenção e combate ao bullying. Também destaca a promoção da capacidade empática como um dos aspectos necessários nos marcos de uma cultura de paz e tolerância mútua.

 

JS 

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JULYANA ARAUJO BRASILEIRO

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