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Sexta, 26 Junho 2020 11:38

Pediatra destaca campanha Junho Lilás para divulgação do teste do pezinho Destaque

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Pediatra Mônica Teixeira do DSAS Pediatra Mônica Teixeira do DSAS Foto:DSAS

Com apenas algumas gotas de sangue colhidas do calcanhar do recém-nascido, o teste do pezinho, oferecido gratuitamente na rede pública, permite diagnosticar precocemente seis doenças, dentre metabólicas, congênitas e infecciosas. Este mês é marcado pela campanha Junho Lilás, que difunde a prática deste exame. A triagem deve ser feita entre o terceiro e o quinto dia de vida do bebê, já que antes disso os resultados podem não ser muito precisos. Outras versões do teste oferecidas na rede particular são capazes de detectar mais doenças.

Segundo a pediatra do Departamento de Saúde e Assistência Social (DSAS) da Assembleia Legislativa do Ceará, Mônica Teixeira, o teste é obrigatório desde junho de 2001, quando foi publicado decreto federal determinando a obrigatoriedade de que todos os recém-nascidos a partir daquela data fossem submetidos ao exame, com idade de até 28 dias. “Assim, todas as crianças nascidas em território nacional têm direito a esse teste”, explica.

O tema é abordado pela pediatra Mônica Teixeira no vídeo disponibilizado hoje, uma parceria do DSAS com o Núcleo de Comunicação Interna do Poder Legislativo, que tem o apoio da TV Assembleia.

Saiba mais sobre as enfermidades que podem ser prevenidas

Doença falciforme e outras hemoglobinopatias Doenças que alteram a formação da hemoglobina, molécula responsável pelo transporte do oxigênio no sangue. Em decorrência dessa alteração, as hemácias ficam com forma de foice (daí o nome “falciforme”), o que dificulta sua locomoção e acaba lesionando tecidos.

Deficiência de biotinidase – É a falta da vitamina biotina no organismo. Sua deficiência resulta em convulsões, fraqueza muscular, queda de cabelo, surgimento de espinhas, acidez do sangue e baixa imunidade.

Fenilcetonúria — É uma doença genética caracterizada pela incapacidade de metabolizar a enzima fenilalanina-hidroxilase, responsável pela transformação do aminoácido fenilalanina em tirosina. A ausência de tirosina pode acarretar retardo mental.

Fibrose Cística – Doença genética que compromete o funcionamento das glândulas exócrinas que produzem muco, suor ou enzimas pancreáticas. O tratamento deve ser feito com equipe multidisciplinar, envolvendo profissionais de pneumologia, nutrição, fisioterapia e endocrinologista, entre outros. Em recém-nascidos, pode causar obstrução ileomeconial.

Hiperplasia adrenal congênita – Conjunto de alterações genéticas que reduzem a produção de hormônios nas glândulas adrenais e afetam o crescimento normal da criança. Meninas com a doença podem ter genitália ambígua. Não tem cura, mas com o tratamento contínuo o padrão de crescimento pode ser normalizado.

Hipotireoidismo congênito – Doença que faz com que a glândula tireoide não seja capaz de produzir quantidade adequada de hormônios tireoidianos, o que deixa os processos metabólicos mais lentos. Uma das principais consequências é a retardação mental.

JS

 

Núcleo de Comunicação Interna da AL

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Lido 479 vezes Última modificação em Sexta, 26 Junho 2020 11:41

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