Fortaleza, Sexta-feira, 03 Dezembro 2021
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Há genocídios que assumem grande relevância na história do mundo. O mais relevante, na escala de importância do mundo ocidental e branco, sem dúvida, é o do povo judeu ao longo da Segunda Guerra Mundial. Contabilizam em torno de seis milhões de mortes, ao longo dos quase seis anos que trabalharam os campos de extermínio. Mas algumas dessas matanças desenfreadas, atendendo a interesses escusos, ficam quase que totalmente esquecidas, como é o caso do morticínio de ruandeses Tutsi, pela etnia Hutu, ocorrido, durante a guerra civil de Ruanda, entre 1990 e 1994.

É sobre esses episódio que a minissérie "Black Earth Rising" (ou "A insurgência do mundo negro", em livre tradução) trata. Disponível na Netflix em oito episódios, a produção que se passa no Reino Unido explora também os cenários da Europa, África e Estados Unidos para contar a história de Kate Ashby (Michaela Coel) sobrevivente do genocídio de Ruanda, resgatada ainda criança e adotada por Eve Ashby (Herriet Walter), promotora britânica que trabalha com Direito Penal internacional.

Adulta, Kate trabalha para Michael Ennis (John Goodman) como investigadora jurídica no Reino Unido. Kate, Michael e Eve assumem um caso no Tribunal Internacional Criminal que envolve o terrível genocídio de Ruanda. O caso mexerá com os bastidores do poder dos mais diversos grupos políticos que participaram diretamente ou indiretamente da tragédia.

Em "Black Earth Rising", os dramas que a história abriga revelam o que há de melhor e pior da condição humana. A série coloca o dedo na ferida em vários momentos ao explorar as feridas éticas do genocídio decorrentes das diferenças entre classes sociais e que culminaram na relação hipócrita dos colonizadores (belgas e franceses) e nas suas relações paternalistas com as ex-colônias.

A série também mostra a omissão dos tribunais internacionais de justiça e as instituições religiosas em lidar com o massacre e o pós-conflito deste, assim como discute as intenções meramente particulares dos governos e políticos. O povo é colocado sempre à sombra das suas necessidades pessoais, pois cada cidadão está mais interessado em satisfazer as necessidades econômicas das multinacionais para assim lucrarem mais, pondo o bem-estar coletivo em segundo plano. A minissérie não deixa ninguém indiferente e em nenhum momento procura adoçar este cenário ao público.

Serviço: "Black Earth Rising" está disponível na plataforma Netflix em oito episódios de 59 minutos.

JS

 

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Publicado em Agenda Cultural

Se você gosta de dramas de qualidade, há duas boas atrações disponíveis no catálogo da Netflix: trata-se de “Os 7 de Chicago”, de Aaron Sorkin, e “Pieces of a Woman”, de Kornél Mundruczó. São dois destaques da atual temporada nos Estados Unidos, acumulando prêmios e indicações variadas – além de possíveis candidatos a premiações como Oscar e Globo de Ouro.

“Os 7 de Chicago” é baseado em fatos reais. No ano de 1968, grupos contrários à Guerra do Vietnã se reuniram em um grande protesto em Chicago, local em que acontecia a Convenção Nacional Democrata - evento que anunciou a candidatura de Hubert H. Humphrey à Presidência da República. As coisas saíram do controle, houve tumulto e chegou-se à conclusão de que alguém tinha que pagar por isso. A decisão do governo foi acusar um seleto grupo de pessoas de conspiração em um julgamento que entrou para a história do país.

O filme tem como grandes qualidades a direção e o roteiro de Aaron Sorkin, cuja carreira inclui dramas já indicados ao Oscar de melhor filme, como Questão de Honra (1992) e A Rede Social (2010), bem como um grande elenco em que se destacam nomes como Sacha Baron Cohen, Eddie Redmayne, Mark Rylance e Frank Langella. A discussão sobre um julgamento em que os aspectos políticos pesam mais que os jurídicos toma conta da narrativa e dialoga com o atual cenário mundial. O filme é cotado para diversas indicações em categorias como melhor filme, diretor e ator coadjuvante.

Tragédia familiar

Já “Pieces of a Woman” tem foco maior nas relações familiares. A história de Martha (Vanessa Kirby) e Sean Carson (Shia LaBeouf) é um drama contundente sobre um casal em busca de lidar com as consequências de uma tragédia que afeta o relacionamento conjugal.

Também inspirado em uma história real, o filme tem como destaque as atuações de Vanessa Kirby e da veterana Ellen Burstyn como a mãe da protagonista. Ambas são cotadas como candidatas a premiações nas categorias de melhor atriz e melhor atriz coadjuvante na atual temporada.

SC

 

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Há séries que quando a gente termina de ver nos dão a certeza de serem fortes concorrentes aos prêmios concedidos anualmente nos Estados Unidos, como Globo de Ouro e Emmy. Hollywood, lançada este ano pela Netflix, no entanto, mais que isso, parece que não ter concorrente na categoria que vier a disputar. Além de tratar de um tema recorrentemente laureado pelas entidades de julgamento das obras de televisão, os bastidores da indústria cinematográfica californiana, conta também a seu favor um roteiro bem desenvolvido.

Hollywood, que estreou em 1º de maio,retrata de forma elegante a realidade de como as coisas funcionavam na capital do cinemanos anos 1940, levando à tela questões como racismo, homofobia e misoginia, contando com personagens divertidos e que se unem por um único objetivo: o de se tornarem pessoas influentes no mundo do cinema. A série faz um mix de fatos reais com ficção, mas que, de alguma forma remete a situações enfrentadas por alguns atores, diretores, roteiristas e estúdios na vida real.

Nem tudo o que é mostrado ao longo dos sete episódios da primeira temporada, de quase uma hora cada, é verdadeiramente real, mesmo nos que discutam assuntos que representam a mudança na história de Hollywood na busca pela igualdade. A trama começa focada em Jack Castello (David Corenswet), que sonha em se tornar ator.

Casado e com a esposa grávida, ele faz de tudo para conseguir as melhores audições e, claro, passar em alguma delas, mesmo que inicialmente a sua beleza clichê seja a sua maior característica. Mas como as coisas não são nada fáceis neste universo, ele acaba esbarrando com Ernie (Dylan McDermott), um "cafetão" que tem um ponto de encontro de prostituição masculina disfarçado de posto de gasolina.

A série segue mostrando grandes histórias de inclusão e diversidade, como a primeira negra ganhando um Oscar de melhor atriz, um roteirista negro ganhando o mesmo prêmio pelo seu trabalho impecável, e pessoas brancas, ricas e poderosas vendo na prática como o racismo não havia sido deixado de lado com o fim da escravidão, bem como arriscando retaliação para que a comunidade negra tivesse visibilidade. A discriminação racial era tão intensa na época que é bastante difícil assistir e ouvir que negros não poderiam ser protagonistas de filmes e não podiam sentar na primeira fileira na plateia do Oscar, por exemplo.

Não bastasse o bom roteiro desenvolvido por atoresconvincentes, a série conta ainda com uma produção muito bem acabada, nos remetendo de cabeça aos anos 40, com cenários irretocáveis, roupas e veículos da época. Merecem também destaque as pressões políticas exercidas sobre a conteúdo das produções e como estúdios lutaram para se livrar de algumas amarras. Fica a dica.

Serviço:Série Hollywood – Primeira Temporada. Em exibição, após ter estreado em 1º de maio. Onde assistir: Serviço de streaming Netflix. Duração: sete episódios de aproximadamente 1 hora, cada.

JS

 

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O mundo hoje está imerso em discussões sobre qual a melhor forma de abordar a pandemia do Covid-19. Nesse cenário, aparentemente, um segmento da política procura confrontar a ciência e desmerecer os estudos realizados, em favor de teses da empiria, nas quais prevalecem "achismos" e posições sem nenhuma fundamentação científica aprofundada. Assim, são disparadas narrativas terraplanistas, contra uso de vacinas e até desacreditando o aquecimento global.

Para se contrapor a essas versões insanas do mundo, a Netflix foi na direção oposta e lançou a documentário científico As Maiores Incógnitas (The Most Unknown, na versão original), que apresenta os pontos de vista de pesquisadores de áreas bem diferentes, mas que têm em comum a tentativa de compreender os mistérios do universo.

Com a direção de Ian Cheney, a produção relata algumas questões sobre as quais você provavelmente não debate nas conversas do seu dia a dia, mas que vão te fazer perceber a grandeza daquilo que ainda não conhecemos. Desde os ecossistemas do fundo do mar até estrelas em formação, passando pela mecânica quântica e pelo comportamento cognitivo de macacos, as jornadas são acompanhadas por PHDs com especializações em áreas como Psicologia, Física e Biologia.

O filme de 1h32min vai se desenvolvendo ao longo de várias conversas, algumas vezes em paisagens e cenários que enriquecem a narrativa proposta. A cada tema, dois dos nove cientistas, que não se conheciam até então, passam um tempo em algum laboratório ou observatório e expõem qual é o mistério com o qual se deparam ali.

Eles compartilham expectativas em relação ao que gostariam de descobrir, mas, obviamente, o ponto principal do documentário é constatar que ainda há coisas sobre as quais não fazemos a mínima ideia, e até as autoridades intelectuais nos assuntos citados não podem se arriscar a fazer afirmações conclusivas.

Como uma breve incursão aos vários campos da ciência, esse filme é perfeito se você quer se familiarizar com assuntos que estão na fronteira do conhecimento humano. A crítica especializada chegou a classifica-lo como um documentário sobre ciência e natureza que não deixa a desejar no quesito reflexão, além de contar com uma linguagem simples, dentro do possível, levando-se em conta os temas abordados, e com direção de imagens que se destacou.

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O catálogo da Netflix disponibilizou recentemente diversos filmes do gênero faroeste. Dois deles, separados por 55 anos, merecem destaque, por características que os aproximam: Matar ou Morrer (1952), de Fred Zinnemann, e Os Indomáveis (2007), de James Mangold. A principal delas está na caracterização do tempo como vilão nas respectivas tramas.

Considerado hoje um clássico, Matar ou Morrer conta a saga de Will Kane (Gary Cooper), xerife que fica sabendo na hora de seu casamento que ao meio-dia chegará um trem trazendo Frank Miller (Ian MacDonald), um criminoso que mandou para a cadeia e planeja vingança.

Apesar de Amy (Grace Kelly), noiva do xerife, argumentar que devem ir embora, Kane acha que fugirá para sempre se não enfrentar a situação e decide defender a cidade de Hadleyville dos criminosos. A população (com raras exceções) se recusa a ajudá-lo e se refugia em suas residências, enquanto ele pede aos cidadãos para que o ajudem no enfrentamento ao pistoleiro e seus cúmplices.

Grande parte do êxito do filme se deve à sua narrativa arrojada para os padrões da década de 1950, pois ele transcorre em tempo real. O filme tem início a partir das 10h30min de um domingo até chegar às 12 horas, mantendo clima de suspense permanente, por meio de cenas em que relógios surgem em diversos cenários onde estão os personagens. Matar ou Morrer venceu quatro Oscar: melhor ator (Gary Cooper), montagem, trilha sonora e canção, bem como o Globo de Ouro de melhor atriz coadjuvante (Katy Jurado).

Duelo de atuações

Os Indomáveis traz para o cenário contemporâneo o gênero que é considerado referência nos Estados Unidos, com um autêntico duelo entre os atores Russell Crowe e Christian Bale. Na trama, Dan Evans (Bale) é um jovem rancheiro, que enfrenta dificuldades financeiras e está prestes a perder as terras onde vive com sua família.

Após realizar mais um assalto a diligência, o perigoso Ben Wade (Crowe) segue para uma pequena cidade do velho oeste. Na sequência, Wade é preso e logo é organizado um grupo para levá-lo até uma cidade distante, onde poderá ser enviado à prisão de Yuma em um trem, às 15h10min (daí o título original, 3:10 toYuma). Evans se oferece para integrar o grupo, com a promessa de receber uma recompensa financeira que resolverá seus problemas. A proposta é aceita, mas fazer com que Wade embarque no trem não será uma tarefa fácil, já que os demais integrantes de seu bando estão vindo em seu resgate.

Se em Matar ou Morrer o forte é a construção psicológica dos personagens, com a ação ficando reservada para as sequências finais, em Os Indomáveis há um maior equilíbrio entre os elementos utilizados no gênero western. Com reviravoltas capazes de mostrar ao público o caráter ambíguo dos personagens, o filme tem como ponto forte a direção dinâmica de James Mangold, de Ford vs. Ferrari (indicado ao Oscar de melhor filme neste ano). Os Indomáveis concorreu ao Oscar nas categorias trilha sonora e mixagem de som.

Serviço:

Matar ou Morrer (High Noon, EUA, 1952). Direção: Fred Zinnemann. Elenco: Gary Cooper, Thomas Mitchell, Lloyd Bridges, Grace Kelly e Katy Jurado.

Os Indomáveis (3:10 toYuma, EUA, 2007). Direção: James Mangold. Elenco: Russell Crowe, Christian Bale e Peter Fonda.

Os filmes estão disponíveis no catálogo da Netflix.

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