Fortaleza, Terça-feira, 18 Janeiro 2022
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Nas décadas de 1970 e 1980, a Guerra do Vietnã gerou um trio de filmes de grande qualidade, a cargo de cineastas consagrados: “Apocalypse Now” (1979), de Francis Ford Coppola; “Platoon” (1986), de Oliver Stone; e “Nascido para Matar” (1987), de Stanley Kubrick. A eles se soma o atual “Destacamento Blood”, do cineasta Spike Lee, disponível no serviço de streaming Netflix desde o dia 12 de junho. O filme é desde já um dos mais fortes pré-candidatos a premiações como Globo de Ouro e Oscar em 2021.

Na trama, quatro amigos, Paul (Delroy Lindo), Otis(Clarke Peters), Melvin (Isiah Whitlock Jr.) e Eddie (Norm Lewis) – acompanhados do filho de Paul, David (Jonathan Majors) – ex-veteranos da Guerra do Vietnã, retornam ao país asiático com o objetivo de recuperar um tesouro considerado perdido e ainda para encontrar os restos mortais do líder do esquadrão na época do combate, Norman Holloway (Chadwick Boseman, o protagonista de Pantera Negra). Desta forma, a narrativa alterna cenas entre o período da Guerra do Vietnã e os dias atuais.

Coerente com a trajetória que construiu, Spike Lee apresenta um filme sintonizado com o atual momento político nos Estados Unidos, sobretudo após a emergência do movimento Black LivesMatter (Vidas Negras Importam), cujos protestos recentes mobilizaram o país. O filme pode ser apreciado tanto do ponto de vista político quanto como entretenimento eficiente, pois não perde o ritmo ao longo de mais de 2h30min de duração.

Contribuem para a qualidade do filme o elenco com qualidade homogênea (embora Delroy Lindo, Chadwick Boseman e Clarke Peters se destaquem), a fotografia dinâmica e a trilha sonora. E, se as referências a “Apocalypse Now” são variadas e mostram a devoção de Lee para com a obra de Coppola, “Destacamento Blood” bebe ainda da fonte do clássico “O Tesouro de Sierra Madre” (1948), de John Huston, ao tratar da ambição enquanto elemento desagregador do ponto de vista social.

Mesmo recheado de referências, as características autorais de Spike Lee estão presentes e fazem de “Destacamento Blood” um de seus filmes mais relevantes, ao lado de “Malcolm X” (1992) e “Infiltrado na Klan” (2018). Confira e reflita.

Serviço: Destacamento Blood (Da 5 Bloods, EUA, 2020).Direção: Spike Lee. Roteiro: Danny Bilson, Paul De Meo, Kevin Willmott e Spike Lee. Duração: 154 minutos. Disponível na Netflix.

SC

 

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O cinema coreano, guindado ao posto de grande vencedor do Oscar de 2020 como melhor filme, melhor filme internacional, melhor direção e melhor roteiro original, arrebatado por Parasita (Parasite), do diretor BongJoon-ho, fez os olhares dos cinéfilos se voltarem para o Oriente. E de lá já havia brotado também da Coreia do Sul, Microhabitat, de Jeon Go-Woon, em 2017, que passou despercebido, apesar das boas críticas recebidas na época. Mas é sempre tempo de resgatar a arte. Vale lembrar que Van Gogh, que hoje tem seus quadros entre os mais valiosos do mundo, não conseguiu vender nenhuma criação sua em vida. O filme está disponível para baixar pelo aplicativo Torrent.

 Se você está entre os que ainda não conheceram esta produção, com certeza não irá achar desperdício de tempo dedicar pouco mais de 1h40min para apreciação dessa obra. Microhabitat conta a história de Mi-So (Esom), jovem que trabalha como faxineira e que tem apenas três prazeres na vida: cigarro, uísque e o namorado Han-Sol (Ahn Jae-hong). Ela não conseguiu terminar os estudos porque não tinha recursos suficientes e passou a morar só, após perder os pais. A exemplo do ocidente, os coreanos também enfrentam dificuldades cotidianas mobilizadas por questões financeiras.

 Com o aumento dos preços do cigarro e do uísque, ela decide devolver o imóvel em que reside ao proprietário, de forma poder financiar seus dois prazeres.  Assim, vai procurar abrigo em casas de amigos do passado. Mi-So faz uma lista com os nomes dos integrantes de sua banda da juventude e vai de porta em porta em busca de um teto. A cada reencontro, um novo drama.

 Microhabitatgera reflexões acerca da configuração social e afetiva dos novos tempos. A obra desperta sentimentos ambíguos no espectador: ao mesmo tempo em que o público julga as decisões absurdas da protagonista, é seduzido pela doçura quase inocente da garota. O ambiente frio e melancólico da história é brilhantemente engrandecido pela fotografia e pela trilha sonora que nos faz mergulhar no ambiente retratado de um Coreia fria, o que faz ressaltar ainda mais a importância de ser ter moradia.

 Por mais que o desfecho seja lancinante, de tão realisticamente duro, o filme encantasobremaneira pela protagonista. Em tempos de desemprego e pandemia,Microhabitatse sobressai. É um drama sutil e poderoso ao mesmo tempo. Mostra as víceras da solidão das pessoas das metrópoles, tristezas familiares e problemas sociais agravados pela modernidade, além de apresentar figuras complexas, que demonstram a universalidade da dor, que habita os lares e as ruas.

 Ficha Técnica: Microhabitat.Direção de Go-WoonJeon. Roteiro de Go-WoonJeon. Elenco principal com Esom, AhnJae-hong, ChoiDukMoon, Jae-hwa Kim, KangJin-A, Kim HeeWon e Soo-hyang Cho. Fotografia de Tae-soo Kim. Edição de Go Bong-gon. Design de produção de Nam-sook Kim. Figurino de Ji Ji-yeon. Trilha Sonora de KwunHyun-jeong. Disponível pelo Torrent.

 

JS

 

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Quem acompanha o Festival Varilux de Cinema Francês em casa, que disponibiliza filmes em versão gratuita atualmente pelo streaming Looke, tem a chance de conferir a versão atualizada de Branca de Neve e os Sete Anões, de autoria dos irmãos Grimm. Em “Branca como a Neve” (2019), a diretora e roteirista Anne Fontaine atualiza o clássico infantil com tons ousados, em que se destacam o feminismo e o erotismo, com produção cuidadosa e boas atuações.

Na versão francesa, Claire (Lou de Laâge) é uma jovem atraente que trabalha no hotel do seu falecido pai, administrado por sua madrasta Maud (Isabelle Huppert) na atualidade. Quando seu novo namorado se apaixona por Claire, Maud é tomada por inveja e ciúmes, decidindo se livrar da enteada. Desta forma, a garota vai parar em um pequeno vilarejo francês, onde conhece sete homens, de perfis variados – equivalentes aos Sete Anões – que se empenham em libertá-la da criação conservadora.

Narrado de forma criativa, em que a cronologia dos fatos não necessariamente é priorizada pela diretora, “Branca como a Neve” é marcado por um duelo de atuações, em que a novata Lou de Laâge se destaca por não ser ofuscada pela veterana Isabelle Huppert, já indicada ao Oscar de melhor atriz pelo filme “Elle”, de 2016.

Uma coisa é certa: a releitura do clássico infantil é direcionada totalmente ao público adulto, devido à sua abordagem ousada. Quem conferir não se arrependerá.

Serviço: “Branca como a Neve” (França, 2019). Direção: Anne Fontaine. Roteiro: Anne Fontaine, Pascal Bonitzer, Claire Barré. Produção: Philippe Carcassonne, ÉricAltmayer, Nicolas Altmayer. Com Lou de Laâge e Isabelle Huppert. Disponível no Looke, gratuitamente, dentro da programação do Festival Varilux de Cinema Francês em casa.

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O catálogo da Netflix disponibilizou recentemente diversos filmes do gênero faroeste. Dois deles, separados por 55 anos, merecem destaque, por características que os aproximam: Matar ou Morrer (1952), de Fred Zinnemann, e Os Indomáveis (2007), de James Mangold. A principal delas está na caracterização do tempo como vilão nas respectivas tramas.

Considerado hoje um clássico, Matar ou Morrer conta a saga de Will Kane (Gary Cooper), xerife que fica sabendo na hora de seu casamento que ao meio-dia chegará um trem trazendo Frank Miller (Ian MacDonald), um criminoso que mandou para a cadeia e planeja vingança.

Apesar de Amy (Grace Kelly), noiva do xerife, argumentar que devem ir embora, Kane acha que fugirá para sempre se não enfrentar a situação e decide defender a cidade de Hadleyville dos criminosos. A população (com raras exceções) se recusa a ajudá-lo e se refugia em suas residências, enquanto ele pede aos cidadãos para que o ajudem no enfrentamento ao pistoleiro e seus cúmplices.

Grande parte do êxito do filme se deve à sua narrativa arrojada para os padrões da década de 1950, pois ele transcorre em tempo real. O filme tem início a partir das 10h30min de um domingo até chegar às 12 horas, mantendo clima de suspense permanente, por meio de cenas em que relógios surgem em diversos cenários onde estão os personagens. Matar ou Morrer venceu quatro Oscar: melhor ator (Gary Cooper), montagem, trilha sonora e canção, bem como o Globo de Ouro de melhor atriz coadjuvante (Katy Jurado).

Duelo de atuações

Os Indomáveis traz para o cenário contemporâneo o gênero que é considerado referência nos Estados Unidos, com um autêntico duelo entre os atores Russell Crowe e Christian Bale. Na trama, Dan Evans (Bale) é um jovem rancheiro, que enfrenta dificuldades financeiras e está prestes a perder as terras onde vive com sua família.

Após realizar mais um assalto a diligência, o perigoso Ben Wade (Crowe) segue para uma pequena cidade do velho oeste. Na sequência, Wade é preso e logo é organizado um grupo para levá-lo até uma cidade distante, onde poderá ser enviado à prisão de Yuma em um trem, às 15h10min (daí o título original, 3:10 toYuma). Evans se oferece para integrar o grupo, com a promessa de receber uma recompensa financeira que resolverá seus problemas. A proposta é aceita, mas fazer com que Wade embarque no trem não será uma tarefa fácil, já que os demais integrantes de seu bando estão vindo em seu resgate.

Se em Matar ou Morrer o forte é a construção psicológica dos personagens, com a ação ficando reservada para as sequências finais, em Os Indomáveis há um maior equilíbrio entre os elementos utilizados no gênero western. Com reviravoltas capazes de mostrar ao público o caráter ambíguo dos personagens, o filme tem como ponto forte a direção dinâmica de James Mangold, de Ford vs. Ferrari (indicado ao Oscar de melhor filme neste ano). Os Indomáveis concorreu ao Oscar nas categorias trilha sonora e mixagem de som.

Serviço:

Matar ou Morrer (High Noon, EUA, 1952). Direção: Fred Zinnemann. Elenco: Gary Cooper, Thomas Mitchell, Lloyd Bridges, Grace Kelly e Katy Jurado.

Os Indomáveis (3:10 toYuma, EUA, 2007). Direção: James Mangold. Elenco: Russell Crowe, Christian Bale e Peter Fonda.

Os filmes estão disponíveis no catálogo da Netflix.

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