Fortaleza, Sexta-feira, 20 Maio 2022
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Até que ponto o homem pode abrir mão de seus princípios e crenças morais em busca da sobrevivência? O quanto ele pode ser cruel, ao ponto de subjugar e até matar outras pessoas, apenas para desempenhar um papel e com isso escapar de um destino trágico? São perguntas difíceis de responder, principalmente quando as situações são extremas. Baseado em uma história real, o filme franco-germânico-polonês “O Capitão” (1h58min) levanta a discussão sobre os limites da crueldade.

Em abril de 1945, duas semanas antes de terminar a Segunda Guerra Mundial, ocorrem os fatos de “O Capitão” (Der Hauptmann no original). Com a direção de Robert Schwentke, o filme apresenta o drama de Willi Herold, um soldado de baixa patente, que que está desertando da linha de frente do exército alemão, assustado com a possibilidade de ser capturado e responder com a vida pelo crime de deserção. Porém, ele encontra um carro militar abandonado com o uniforme de um capitão dentro, que ele veste desesperadamente, certo que na condição de oficial poderia escapar da corte marcial.

A fotografia em preto e branco e a trilha sonoroa oferecem uma pegada quase apocalíptica ao filme. O soldado fugitivo Herold, interpretado pelo ator Max Hubacher, quase passa fome. Mas é quase automática a mudança de postura que o cabo sofre. Ele passa a agir como um completo insensível, dando ordens a todas as pessoas que olham baixo para ele, reconhecendo a autoridade que a nova roupa lhe confere, quase sempre humilhando e destratando todos os que encontra, encenando ser superior, talvez também por se julgar da "pura raça ariana". Ou pelo menos fingir que ainda acredita nessa superiodade, às vésperas da derrocada do nazismo.

O roteiro do próprio diretor tem algumas peculiaridades. A mudança de comportamento do personagem central é feita de maneira tão perfeita e rápida que nos leva a perguntar se é da natureza humana se corromper tão facilmente pelo poder, ou se aquela roupa lhe confere propriedades que deturpam o modo de operar de quem a veste.

A questão é que ele possui limites  que são ultrapassados durante a encenação do personagem. Os soldados do exercito, às vésperas do caos provocado pela derrota da Alemanha, também precisam de uma figura de autoridade para obedecer. Sozinhos, são incapazes de ir à frente com as atrocidades que cometem. A relação ali é de dependência mútua, onde a autoridade dá as ordens cruéis e os subordinados a bajulam e essa relação de poder corrompe ambas as pontas do cabo de guerra estabelecido ali.

O filme de alguma forma também retrata a bandalidade do mal, citada na obra da filósofa e jornalista judaica Hannah Arendt, onde as pessoas procuram justificar a brutalidade interior transpassada ao mundo exterior como um mero "cumprimento de ordens". É possível até se fazer um paralelo ao momento presente, quando a política vem sendo superada pela desumanização do outro que não pactua com as suas mesmas visões de mundo. “O Capitão” está disponível na plataforma de streaming Film (https://www.filmin.pt/filme/o-capitao).

JS

 

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O Festival de Sundance, criado pelo ator e diretor Robert Redford, em 1985, realizado anualmente na cidade de Park City, Utah (EUA),  tem sido prodigioso em fazer ascender filmes que permaneceriam na obscuridade, sem o reconhecimento desta iniciativa. Entre estes, é possível apontar Tangerine, o primeiro longa metragem gravado totalmente em telefone celular, e Daunbailó de Jim Jarmush, que celebrou o diretor, até então desconhecido do grande público.

Também é graças a este festival que foi revelado para o mundo o filme Rainha de Copas, que tem a direção e roteiro da dinamarquesa de ascendência egípcia May El-Toukhy. A obra é co-produção da Dinamarca e Suécia, comprometida em nos inserir no que a contemporaneidade passaou a definir como “ambiente tóxico”. Trata-se de um relacionamento entre uma mulher de meia-idade e seu enteado adolescente.

O filme procura não fazer um julgamento moral de nenhum personagem, mas também não dá justificativa plausível para os comportamentos. Somos surpreendidos com as escolhas que cada um faz. O clima é tenso e de suspense o tempo inteiro.

Anne é uma advogada de meia idade, bem resolvida monetariamente, que defende causas com vítimas de abusos sexuais e se encontra infeliz com as ausências do marido Peter, que rotineiramente viaja a trabalho. Gustav é o enteado, que vai morar com o casal, que tem mais duas filhas, após acumular desajustes na escola onde estudava, na Suécia, quando morava com a mãe.

O drama Rainha de Copas, uma clara alusão à personagem sem escrúpulos do clássico Alice no País das Maravilhas, fornece ao público todos os elementos necessários para fazê-lo emergir em uma sombria e intrigante trama em que nada é simplesmente preto no branco. Ambientada na Dinamarca, a história é contada do início ao fim pela perspectiva de Anne . Ela se sente atraída, talvez por absoluta falta de opção, pelo rapaz, e vai aos poucos ganhando sua confiança até que, finalmente, o seduz, culminando em um caso extraconjugal que irá colocar em risco a subsistência da própria família.

Trágico e realista, Rainha de Copas é um drama capaz de ilustrar com perfeição o retrato de uma mulher em crise que motivada por um enorme ego e desejo se torna tudo aquilo que sempre combateu.

Rainha de Copas pode ser encontrado na plataforma de streaming https://www.filmin.pt/filme/rainha-de-copas.

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A pandemia continua mantendo as salas de projeção dos cinemas fechadas, para manter o distanciamento social e evitar o contágio de Covid-19. Este quadro está levando a indústria do cinema a fazer lançamentos por meio dos serviços de streaming. Por isso, é possível, através da plataforma Apple TV+, assistir em casa ao novo filme do ator Tom Hanks, que acumula a função de roteirista, Greyhound: na mira do inimigo (Greyhound, no original).

O filme conta a história de Ernest Krause (Tom Hanks), oficial da marinha dos Estados Unidos. Em sua primeira missão de guerra, o militar torna-se comandante-chefe de um grupo de escolta naval multinacional. Ele tem que proteger os navios mercantes aliados dos submarinos alemães. Portanto, seu principal objetivo é levar em segurança esses navios ao destino, defendendo-os dos temidos submarinos nazistas.

A trama

A história do filme se passa na época da batalha do Atlântico em 1942. Esta é a época em que os Estados Unidos se envolveram na Segunda Guerra Mundial. A missão do oficial Krause é lutar contra a marinha alemã e comandar um comboio formado por  37 navios aliados aos seus destinos com segurança. No entanto, Krause não esperava se defrontar com o que seria uma das batalhas navais mais complexas e demoradas da história.

Krause tem muitas lutas pessoais para travar ao longo do filme. Ele tem que combater seus males internos a fim de obter sucesso em seus objetivos e responsabilidades. Ele passa por muitos momentos de dúvidas sobre si mesmo e tem que enfrentar tudo isso de forma decisiva, sob pena de não chegar ao seu intento. O filme também traça sua jornada de auto-realização e descoberta.

Logo no início da projeção, o filme informa rapidamente ao público a que a história é “inspirada por eventos reais". A inspiração, segundo especialistas, vem da Batalha do Atlântico, que decorreu de 1939 a 1945 e foi a mais longa campanha militar contínua na Segunda Guerra Mundial. Dirigido por Aaron Schneider e escrito pelo próprio Tom Hanks, o filme promete nos levar de volta a 1942 no Atlântico Norte.

O  filme visa enfatizar que os homens a bordo tiveram que conviver, o tempo todo, com problemas no radar e outros equipamentos semelhantes, além de comunicação insatisfatória entre os navios e o comando em terra.

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