Fortaleza, Terça-feira, 18 Janeiro 2022
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O Assalce Lives está de volta, em edição especial, nesta sexta-feira (23/04), com o tema "Reinvenção Cultural - As Novas Formas de Consumir Arte". A Cultura e a Arte estão entre os setores mais atingidos com as restrições impostas pela pandemia do Coronarvirus. Porém, como os setores são sinônimo de criatividade, souberam se reinventar e aproveitar as plataformas digitais existentes para manter-se atuantes.

Para falar sobre esse tema, a Assalce convidou os jornalistas Salomão de Castro e Júlio Sonsol. Eles vão participar de uma conversa com a jornalista Arituza Timbó, mediadora das lives da Associação dos Servidores da AL. O Assalce Lives será realizado às 16 horas, no Instagram da Associação (@assalceoficial).

No bate-papo, os jornalistas irão dissertar sobre a capacidade que os setores tiveram para se reinventar e ocupar espaços antes pouco explorados.

Filmes concorrentes ao Oscar 2021 e o streaming

No encontro, também, vai rolar uma boa conversa sobre os filmes que estão concorrendo ao Oscar 2021, que acontecerá neste domingo (25/04). Apaixonados por cinema, Salomão e Júlio mostrarão suas impressões sobre as películas e nos informarão sobre as plataformas de streaming que estão disponibilizando os filmes, já que as salas de projeção estão fechadas.

O Oscar 2021 tem oito concorrentes ao prêmio de melhor filme. O líder de indicações é Mank, indicado em dez categorias. Na sequência, concorrendo a seis prêmios cada, estão Judas e o Messias Negro, Meu Pai, Minari, Os Sete de Chicago, Nomadland e O Som do Silêncio. Já Bela Vingança é candidato a cinco estatuetas.

Confira como assistir aos filmes concorrentes no link https://bit.ly/3n3jyUt.

SC

 

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Publicado em ASSALCE

Em tempos de isolamento social, não deixa de ser curioso que um dos principais filmes da atual safra de premiações se debruce sobre o cotidiano de um homem recluso em seu espaçoso apartamento londrino. No entanto, o gancho que vincula a trama de Meu Pai ao confinamento coletivo a que fomos impostos fica por aí: inspirado na peça teatral homônima de autoria do diretor e co-roteirista Florian Zeller, o filme trata da saga de Anthony (Anthony Hopkins), que, aos 81 anos de idade, passa a ser acometido pela demência, o que traz consequências desagradáveis para ele e sua filha Anne (Olivia Colman).

A base teatral não limita a experiência cinematográfica proporcionada por Zeller e seus colaboradores, mas cabe o alerta de que aqueles e aquelas que testemunharam casos de demência em suas famílias devem estar preparados e ter nervos fortes para seguir no longa-metragem de 96 minutos. Este é um filme em que a vivência pessoal (que inclui situações semelhantes vividas por familiares ou amigos) de quem está diante da tela do streaming pesará no acompanhamento da trama.

Feito esse alerta, deve-se registrar também que são muitas as qualidades do filme. A principal delas reside na opção de Zeller por registrar integralmente a narrativa sob o ponto de vista do seu protagonista, por meio do recurso da câmera subjetiva, conforme a gramática da crítica cinematográfica. Esta escolha central situa o filme em um patamar diferenciado, por não fazer concessões ao público, pois a proposta do cineasta é a de que mergulhemos na mente de Anthony e assim compreendamos sua confusão diante da perda progressiva das faculdades mentais.

O roteiro, a cargo de Zeller e de Christopher Hampton (Ligações Perigosas), interage de forma orgânica com a direção, sem cenas desnecessárias ou recursos melodramáticos que, em outras mãos, reduziriam os méritos do filme. Mas, que fique claro: é a atuação de Hopkins que faz de Meu Pai uma experiência cinematográfica acima da média. Como sua principal parceira de cena, Olivia Colman tem um desempenho que oscila entre o sofrimento e a condescendência com que Anne procura conduzir a situação, dividida entre cuidar do pai e tomar a decisão de passar a residir em Paris, na França.

Premiação britânica impulsiona filme rumo ao Oscar

No último domingo (11/04), a Academia Britânica, o Bafta, concedeu a Meu Pai os prêmios de melhor ator (Hopkins) e melhor roteiro adaptado (Zeller e Hampton). A premiação inglesa em duas categorias importantes pode representar um reforço na campanha de Meu Pai na atual edição do Oscar, que concederá seus prêmios no dia 25 de abril. O longa de Zeller tem seis indicações, nas categorias de melhor filme, ator (Hopkins), atriz coadjuvante (Colman), roteiro adaptado, montagem e design de produção. Até agora, uma eventual vitória de Hopkins encontra maior obstáculo na indicação póstuma ao Oscar de melhor ator para Chadwick Boseman, por “A Voz Suprema do Blues”.

Cabe lembrar que três dos indicados já têm estatuetas no currículo: Hopkins como melhor ator por “O Silêncio dos Inocentes” (1991), Colman foi escolhida melhor atriz por “A Favorita” (2018) e Hampton venceu o prêmio de melhor roteiro adaptado, com “Ligações Perigosas” (1988).

O filme está disponível no streaming pelo Apple TV (iTunes), Now, Google Play e YouTube.

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Publicado em Agenda Cultural

“Mais uma dose?
É claro que eu estou a fim
A noite nunca tem fim
Por que que a gente é assim?”

Os versos da canção “Por que a gente é assim”, de Cazuza, se encaixam bem à premissa do diretor e roteirista Thomas Vintemberg e do co-roteirista Tobias Lindholm do filme dinamarques  Druk - Mais uma Rodada, que conta a história de quatro professores em um contexto bem peculiar. Eles estão às voltas com problemas em suas vidas, testando a teoria de que ao manter um nível constante de álcool (0,05%) nas correntes sanguíneas, suas existências irão melhorar. De início, os resultados são animadores. Porém, no decorrer da experiência, eles percebem que nem tudo é tão simples assim.

Indicado ao Oscar de melhor filme internacional e melhor diretor, Druk aponta que o definidor da quantidade ideal de álcool ideal reside na reação do outro. Uma leitura é a de que pode-se  beber um pouco para se livrar de um nervosismo, mas talvez seja necessário mais do que isso para dançar em uma festa lotada sem vergonha alguma. Não ter vergonha alguma, por outro lado, pode não ser o ideal no contexto de uma reunião pedagógica, por exemplo. Como a trama trata de professores e alunos, tem-se aqui a interação entre as gerações tendo o uso do álcool como elemento comum. As consequências são variadas para os dois grupos.

Sobre a trama

O filme conta com o convicente trabalho do ator Mads Mikkelsen, que já interpretou o jovem Hannibal Lecter, em Hannibal . Em Druk, ele é Mark, o líder do grupo de professores que falseiam um propósito científico com o objetivo de lhes permitir ingerir diariamente boas doses de bebidas alcoólica, com o pretexto de que o consumo sob controle irá melhorar o despenho de todos em suas atividades laborais.

Trata-se de um filme necessário. Logo no início, há uma competição entre jovens de uma escola que bebem alucinadamente antes de um corrida, transmitindo ao público elevadas doses de euforia da juventude, com a proposta de que se possa desfrutar de cada instante da ainda curta existência. Essa euforia, no entanto, faz contraponto com os professores, que, com o amadurecimento, chegam à melancolia da meia-idade.

Em Druk, a bebida alcoólica funciona como pequenas doses de existencialismo sartreano ou de Camus. Partindo da premissa de que nada somos, nos tornamos, somos construção, a exemplo do que falam pensadores como John Searle e Ludwig Wittgenstein, o filme faz todo o sentido. Há também o entendimento prévio de que o mundo é a totalidade dos fatos e não das coisas. Assim, esta construção não se trata de formação de individualidades, mas como somos em relação aos outros.

Druk foi também indicado ao Globo de Ouro de melhor filme em língua estrangeira, mas foi derrotado por Minari, que foi rodado nos Estados Unidos, embora seja falado em coreano. No último domingo (11/04), foi premiado na mesma categoria pelo Bafta, a Academia Britânica. também tendo sido selecionado pelo Festival de Cannes de 2020. Thomas Vinterberg tem em seu currículo filmes como Longe deste insensato mundo, Kursk, A Comunidade e A Caça, que concorreu ao Oscar de melhor filme estrangeiro (atual categoria de melhor filme internacional) em 2012. O filme está disponível nas plataformas YouTube e Google Play.

JS/SC

 

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Publicado em Agenda Cultural

No dia 25 de abril, o Oscar 2021 será realizado, na primeira edição ocorrida em meio à pandemia da Covid-19. A lista de indicados foi divulgada no dia 15 de março, trazendo como líder em número de indicações o filme “Mank”, de David Fincher, que concorre em dez categorias, incluindo a de melhor filme. Sete títulos disputam ainda o prêmio principal: “Meu Pai”, “Judas e o Messias Negro”, “Nomadland”, “Minari”, “Os 7 de Chicago” e “O Som do Silêncio”, todos com seis indicações, e “Bela Vingança”, candidato a cinco prêmios.

O Oscar do “novo normal” tem um ineditismo com as indicações de duas mulheres, Chloé Zao (“Nomadland”) e Emerald Fennell (“Bela Vingança”), pela primeira vez disputando a categoria de melhor direção. Chadwick Boseman, o protagonista de “Pantera Negra”, que faleceu em 2020, recebeu uma indicação póstuma, por “A Voz Suprema do Blues”, na categoria de melhor ator.

Outro destaque entre os concorrentes foi o filme “Judas e o Messias Negro”, que teve seus dois protagonistas, Daniel Kaluuya e Lakeith Stanfield, concorrendo ao prêmio de melhor ator coadjuvante. Uma grande curiosidade se deu com a indicação da veterana Glenn Close ao prêmio de melhor atriz coadjuvante pelo filme “Era uma vez um sonho”. É que, pelo mesmo papel, ela concorre ao prêmio Framboesa de Ouro, que “agracia” os piores filmes e atuações do ano nos Estados Unidos.

Confira abaixo onde assistir, nas plataformas de streaming, aos filmes indicados na atual edição do Oscar:

Netflix

  • Mank (Melhor Filme)
  • Os 7 de Chicago (Melhor Filme)
  • A Voz Suprema do Blues (Melhor Ator e Melhor Atriz)
  • Pieces of a Woman (Melhor Atriz)
  • Era uma Vez um Sonho (Melhor Atriz Coadjuvante)
  • Crip Camp: Revolução pela Inclusão (Melhor Documentário)
  • Professor Polvo (Melhor Documentário)
  • Uma Canção para Latasha (Melhor Documentário em Curta-Metragem)
  • A Caminho da Lua (Melhor Animação)
  • Shaun, o Carneiro, O Filme: A Fazenda Contra-Ataca (Melhor Animação)
  • Se Algo Acontecer… Te Amo (Melhor Curta Animado)
  • O Tigre Branco (Melhor Roteiro Adaptado)
  • Relatos do Mundo (Melhor Direção de Fotografia)
  • O Céu da Meia-Noite (Melhor Efeito Visual)
  • Destacamento Blood (Melhor Trilha Sonora Original)
  • Festival Eurovision da Canção: A Saga de Sigrit e Lars (Melhor Canção Original)
  • Rosa e Momo (Melhor Canção Original)

Amazon Prime Video

  • O Som do Silêncio (Melhor Filme)
  • Borat: Fita de Cinema Seguinte (Melhor Atriz Coadjuvante)
  • Uma Noite em Miami (Melhor Ator Coadjuvante)
  • Time (Melhor Documentário)

Disney+

  • Soul (Melhor Animação)
  • Dois Irmãos (Melhor Animação)
  • Toca (Melhor Curta Animado)
  • Mulan (Melhor Efeito Visual)
  • O Grande Ivan (Melhor Efeito Visual)

Apple TV+

  • Wolfwalkers (Melhor Animação)

Globoplay

  • Agente Duplo (Melhor Documentário)

Telecine

  • Emma (Melhor Figurino)

YouTube

SC, com informações do site Jovem Nerd (https://jovemnerd.com.br/)

 

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