Fortaleza, Terça-feira, 18 Janeiro 2022
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Os Estados Unidos são constantemente chamados de país das liberdades democráticas, onde todos têm as mesmas oportunidades de lograr êxito em suas vidas e acumular fortuna, graças às possibilidades da realidade econômica local. Mas essa é somente uma parte da história. Durante muito tempo e até recentemente, o país manteve tradições eugenistas, sem esconder o racismo e o ódio dedicado a todos os cidadãos que não se enquadravam no padrão denominado “Wasp” (white, anglosaxonic, protest). E quem pagou a maior parte dessa conta discriminatória foi a população negra. Geoge Floyd, recentemente assassinado em via pública por policiais, na cidade de Minneapolis, em Minnesota, poderia testemunhar, se tivesse sobrevivido.

É sobre essa perseguição do Estado americano contra parte de sua população que trata o filme "Estados Unidos x Billie Holiday", contando um segmento da vida da mais famosa cantora de blues do pais. Ela foi autora da música "Strange fruit" (fruta estranha), que narra poeticamente os linchamentos realizados pelos brancos, a maioria integrantes da organização supremacista branca Ku Klux Klan, que até hoje transita livremente no país, inclusive tendo a sua ideologia exportada camufladamente.

Na trama, a cantora é proibida de executar a música porque, segundo as autoridades do país, a sua letra incitaria a população negra a reagir contra o jugo dos supremacistas, causando um caos social. A perseguição, conforme narra o filme, se dá de forma velada por agentes policiais federais, que preferem acusá-la de uso de drogas ilícitas, mais particularmente heroína, numa tentativa de barrar a sua carreira artística.

O filme dirigido por Lee Daniels, o mesmo do elogiado "Preciosa" (pelo qual concorreu ao Oscar de melhor diretor), é construído em torno de um romance entre a cantora e um agente do governo. A obra “Estados Unidos da América contra Billie Holiday”, traz a história da lenda do jazz em sua autobiografia de 1956. A condenação de Holiday em 1947, quando ela foi sentenciada a um ano e um dia por posse de entorpecentes, foi apenas um capítulo de uma campanha sustentada contra a cantora, cujas performances da canção “Strange fruit” se tornaram um pára-raios para conscientização e ativismo pelos direitos civis.

Andra Day concorre ao Oscar de melhor atriz

A recusa inabalável de Holliday em parar de cantar aquela música foi talvez a maior indicação de seu espírito indomável, forjado no fogo de uma educação rígida que a viu sobreviver a abusos de infância horríveis para se tornar uma estrela em uma época de racismo. O filme biográfico apresenta uma atuação irretocável de Andra Day, e também o assédio das autoridades a Holliday, que recebe um toque romântico perverso na forma de um agente federal encarregado de espionar a estrela. Pelo papel, Andra Day venceu o Globo de Ouro de melhor atriz (drama) e concorre ao Oscar de melhor atriz na cerimônia a se realizar em 25 de abril.

Trevante Rhodes, que participou do filme “Moonlight”, de Barry Jenkins, é Jimmy Fletcher, o  agente secreto designado a se infiltrar no círculo íntimo de Holliday, reunindo evidências de uso de drogas pela cantora. No entanto, mesmo quando a ocupação de Jimmy é revelada, a cantora e sua comitiva continuam a tolerar sua presença. Na verdade, as atenções simpáticas de Jimmy são nitidamente sobrepostas aos relacionamentos abusivos de Holliday com os homens - os parceiros, maridos e gerentes que muitas vezes atuam mais como cafetões.

É neste clima sufocante e ameaçador que sobrevive a protagonista, sempre demonstrando uma resistência quase inabalável ao meio que se transforma em constante ameaça.

Serviço: “Estados Unidos vs. Billie Holliday”. Direção: Lee Daniels. Elenco: Andra Day, Trevante Rhodes, Garrett Hedlund. Duração: 2h11min. Disponível na plataforma Hulu

JS

 

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Publicado em Agenda Cultural

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