Fortaleza, Sexta-feira, 21 Janeiro 2022
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Em 1986, o cineasta argentino naturalizado no Brasil, Hector Babenco, surpreendeu o mundo com o grande sucesso do filme “O Beijo da Mulher Aranha”, premiado em diversos festivais. A consagração chegou no Oscar, quando a obra teve quatro indicações, dentre as quais as de melhor filme e melhor diretor – Babenco deixou de fora dos finalistas o consagrado Steven Spielberg (“A Cor Púrpura”) – e rendeu o Oscar de melhor ator a William Hurt. A trama tratava sobre dois presos políticos (Hurt e Raul Julia) em uma prisão latino-americana, durante uma ditadura militar. Desta vez, é própria trajetória do cineasta que pode chegar ao Oscar em 2021 e agora estreia em Fortaleza.

O Cinema do Dragão chega à sua 348ª semana de programação presencial com a estreia do filme “Babenco – alguém tem que ouvir o coração e dizer: parou”. Escolhido para representar o Brasil na corrida pelo Oscar de melhor filme internacional em 2021, o documentário é dirigido pela atriz e cineasta Bárbara Paz, tendo sido premiado na categoria de melhor documentário no Festival de Veneza do ano passado.

"Eu já vivi minha morte, agora só falta fazer um filme sobre ela", disse o cineasta Hector Babenco a Bárbara Paz, ao perceber que não lhe restava muito tempo de vida. Ela aceitou a missão e realizou o último desejo do companheiro: ser protagonista de sua própria morte.

Nesta imersão amorosa na vida do cineasta, ele se desnuda, consciente, em situações íntimas e dolorosas. Revela medos e ansiedades, mas também memórias, reflexões e fabulações, num confronto entre vigor intelectual e fragilidade física que marcou sua vida. Do primeiro câncer, aos 38 anos, até a morte, aos 70, Babenco fez do cinema remédio e alimento para continuar vivendo. “Babenco” é o primeiro filme de Barbara Paz, mas, também, de certa forma, a última obra de Hector - um filme sobre filmar para não morrer jamais.

Trata-se, sem dúvida, de uma ótima opção, que permite conhecer mais sobre a trajetória do cineasta responsável ainda por grandes filmes, como “Pixote – a lei do mais fraco” (1980), “Ironweed” (1987), que rendeu indicações ao Oscar aos atores Jack Nicholson e Meryl Streep, “Brincando nos Campos do Senhor” (1991) e “Carandiru” (2003), dentre outros.

Sobre o Cinema do Dragão

Os ingressos custam R$ 16 (inteira) e R$ 8 (meia) e podem ser adquiridos na bilheteria do Cinema do Dragão ou no site Ingresso.com (Cinema do Dragao). Na terça-feira (3), o acesso tem valor promocional por R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia).

Para oferecer segurança aos seus espectadores e funcionários, o Cinema do Dragão segue todas as normas do protocolo sanitário da Secretaria de Saúde do Governo do Estado do Ceará, garantindo distanciamento de poltronas, sanitização das salas nos intervalos entre as sessões, uso obrigatório de máscara e demais EPIs por parte do corpo técnico, distribuição de álcool gel e aferição de temperatura. A compra de ingressos pode ser realizada na nossa bilheteria física, mas a recomendação é de que seja utilizada a plataforma online ingresso.com (https://www.ingresso.com/cinema/cinema-do-dragao?city=fortaleza) para evitar filas e aglomerações.

Também continuam as sessões virtuais na plataforma Cinema Virtual. Os ingressos podem ser adquiridos no site da plataforma www.cinemavirtual.com.br.

Serviço: “Babenco – alguém tem que ouvir o coração e dizer: parou” (Brasil, 2019) – Estreia. Direção: Bárbara Paz // 75 minutos // DCP 2K // 14 anos
Sinopse: Hector Babenco foi um cineasta que viveu e morreu realizando o que fazia sua vida ter algum sentido: a sétima arte. Em relatos marcantes sobre as memórias, amores, reflexões, intelectualidade e a frágil condição de saúde do artista, o documentário revela o quanto seu amor pelo cinema o manteve vivo por tantos anos. Exibições diárias de 4 a 9 de dezembro, às 14 horas e 18h15min, na Sala 2 do Cinema do Dragão.

SC, com site do Cinema do Dragão

 

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O isolamento social ocorrido neste ano atrasou a estreia de diversos filmes consagrados pela crítica especializada. Um deles é “Pacarrete”, que chega hoje aos cinemas de Fortaleza. O longa de Allan Deberton foi exibido no Cineteatro São Luiz em 2019 durante o 29º “Cine Ceará – Festival Ibero-Americano de Cinema” e entra em cartaz nesta semana com seis sessões no equipamento: nos dias 26, 27 e 28 de novembro, às 14 horas e 16h45min. “Pacarrete” traz a história de uma bailarina incomum e teve imagens gravadas no histórico Theatro José de Alencar – que, assim como o Cineteatro, é equipamento da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará (Secult). O filme também será exibido nos cinemas dos shoppings Iguatemi e RioMar.

Estrelado por Marcélia Cartaxo e filmado na cidade de Russas, interior do Ceará, “Pacarrete” foi um dos filmes mais elogiados e festejados pela crítica e pelo público, que teve a oportunidade de assisti-lo nos 39 festivais por onde já passou. O filme foi o grande premiado do 47º Festival de Cinema de Gramado, ganhador de 8 Kikitos - Melhor Filme, Melhor Filme Júri Popular, Melhor Direção, Melhor Atriz, Melhor Roteiro, Melhor Ator Coadjuvante, Melhor Atriz Coadjuvante e Melhor Desenho Sonoro. Desde então, já coleciona vinte e sete prêmios em festivais de todo o mundo e, com a definição de sua data de estreia (dia 26/11), é elegível e pretende concorrer a uma vaga no Oscar 2021, como filme representante do Brasil.

Primeiro longa-metragem de Allan Deberton, “Pacarrete” aborda questões como a loucura, os desafios de ser artista e o drama da velhice de uma bailarina clássica, que gosta de ser chamada de Pacarrete – “margarida” em francês. O filme é livremente inspirado na conterrânea do diretor e demorou 12 anos para ser realizado. Filmado na cidade-natal de Deberton, Russas (CE), o longa coloca na tela todas as suas lembranças da época, do lugar, “de quando ouvi falar dela pela primeira vez”, lembra o diretor.

Tornou-se um filme “movido por uma locomotiva de sensações”, ele explica. “Fico pensando nas inadequações e em como é triste ter que gritar para ser ouvido, para ser respeitado. Quem assiste ao filme sai modificado, eu tenho certeza, pensando em alguém não muito distante... Pode ser uma vizinha, uma tia, ou um senhor excêntrico. Pacarrete pode ser um estado de espírito. É quando a gente vive quem a gente é”, completa o diretor.

Nascida e criada em Russas, Pacarrete alimentou desde criança o sonho de ser artista e viver a vida na ponta da sapatilha, mesmo sendo de uma cidade conservadora, onde mulher nasceu para casar e ter filhos. Mas é em Fortaleza que ela conseguiu estar no centro dos holofotes como bailarina clássica e se torna professora de balé. Com a aposentadoria, ela retorna para sua cidade natal onde pretende continuar seu trabalho artístico, mas só encontra desrespeito à sua arte: em vez de plateias de admiradores e aplausos, ela se defronta com o despeito daqueles que cruzam seu caminho - e a bailarina e professora de outrora se transforma na “louca da cidade”.

Serviço: Exibições do filme “Pacarrete” de Allan Deberton. Dias 26, 27 e 28 de novembro às 14 horas e 16h45min, no Cineteatro São Luiz. Ingressos: R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia) - à venda no site da Tudus (https://checkout.tudus.com.br/cineteatro-sao-luiz-pacarrete/selecione-seus-ingressos) e nas bilheterias do Cineteatro de quarta a sexta, das 12h30min às 16h45min, e aos sábados, das 9h30min às 16h45min.

SC, com informações do Cineteatro São Luiz

 

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Com o fim do Carnaval, é retomado o período de boas estreias nos cinemas fortalezenses. Uma das principais atrações deste período é "Os Miseráveis", dirigido por Ladj Ly. Um dos longas mais festejados de 2019 em todo o mundo, "Os Miseráveis" foi o candidato da França ao Oscar de melhor filme internacional neste ano, mas perdeu a estatueta para "Parasita" (Coreia do Sul), do diretor Bong Joon Ho - o grande vencedor da premiação estadunidense realizada há menos de um mês.

Na trama, Stéphane (Damien Bonnard) é um jovem que acaba de se mudar para Montfermeil e se junta ao esquadrão anti-crime da comuna. Ao atuar no mesmo time de Chris (Alexis Manenti) e Gwada (Djibril Zonga), dois homens de métodos considerados pouco convencionais, ele logo se vê envolvido na tensão entre as diferentes gangues do local.

A produção teve melhor sorte no Festival de Cannes de 2019, no qual dividiu o prêmio do júri com o brasileiro "Bacurau", de Kléber Mendonça Filho e Juliano Dornelles. A crítica aponta o filme como uma ficção com fortes elementos de documentário, ao retratar as desigualdades sociais que descambam para a violência na Europa.

Serviço: "Os Miseráveis" (França, 2019). Direção: Ladj Ly. Em exibição no Cinema do Dragão. Sessões: 18 horas e 20 horas. Duração: 102 minutos. Classificação indicativa: 14 anos. Em exibição até 04/03.

SC

 

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Com o fim do ano, chegam aos cinemas produções cujas expectativas se voltam para a chamada temporada de premiações, que incluem o Globo de Ouro e o Oscar, concedidos nos Estados Unidos. Um caso singular é o de "O Irlandês", novo filme do consagrado cineasta Martin Scorsese ("O Lobo de Wall Street"). Com 3h30min de duração, a produção será exibida inicialmente nos cinemas, para chegar ao catálogo da Netflix no dia 27 deste mês. Nesta sexta-feira (14/11), o filme terá duas exibições (14 horas e 18 horas), no Cineteatro São Luiz e, a partir de sexta-feira (15/11), no Cinema do Dragão do Mar.

Adaptado do livro homônimo de Charles Brandt, o filme tem como protagonista Frank Sheeran (Robert De Niro), gângster que tem os rumos de sua vida modificados após fazer amizade com o líder sindical James Hoffa (Al Pacino). A trama segue os personagens por décadas, incluindo temas como o envolvimento da máfia italiana com a eleição de John F. Kennedy à presidência dos Estados Unidos.

Os críticos que já conferiram o filme apontam que a parceria de Scorsese com a Netflix o permitiu ampliar a escala de seus grandes trabalhos, como "Touro Indomável" (1980), "Os Bons Companheiros" (1990) e "Cassino" (1995). Em comum com "O Irlandês", os filmes trazem protagonistas masculinos em que a violência é uma constante. Em todos eles, Scorsese consolidou a parceria com De Niro e Joe Pesci, adicionando aqui Al Pacino, que pela primeira vez atua sob o comando do cineasta.

O envolvimento de Pacino com o projeto remete ao filme "Hoffa - Um Homem, Uma Lenda" (1992), em que a trajetória de James Hoffa (Jack Nicholson) foi narrada pelo diretor Danny DeVito. Personagem controverso no sindicalismo estadunidense, Hoffa teve, naquele filme, uma grande atuação de Nicholson, mas a produção foi bastante criticada pelo ritmo irregular e por deficiências de roteiro. Resta saber como Scorsese e Pacino construíram o personagem.

Para além dos elogios à direção de Scorsese, ao roteiro de Steven Zaillian ("A Lista de Schindler") e ao elenco, a crítica destaca a tecnologia que permite a De Niro, Pacino e Pesci interpretar os personagens desde os 30 anos de idade até o fim de suas vidas, como prova dos recursos técnicos assegurados pela Netflix ao cineasta.

O certo é que o público fortalezense poderá conferir, em primeira mão, ao trabalho de um dos cineastas mais relevantes ainda em atividade. Seja na tela grande ou na Netflix, "O Irlandês" é obrigatório para todo cinéfilo que se preze.

Serviço: Pré-estreia do filme “O Irlandês”. Direção: Martin Scorsese. Duração: 3h30min. Data: 14/11. Horários: 14 horas e 18 horas. Entrada: R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia) – à venda apenas nas bilheterias do Cineteatro (funcionamento: das 10 horas às 18h30min). De 15 a 20/11, o filme também será exibido no Cinema do Dragão do Mar, com sessões às 14 horas e às 18 horas.

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"Ela chegou diáfana, transparente, no vestido branco que lhe descia até os pés calçados pelas ricas sandálias de pluma. Ninguém lhe ouviu os passos. Sentou-se à beira da grande piscina, cruzando as pernas longas. Chegou antiquíssima, atual e eterna, com a sua cara de máscara."

Moreira Campos - "Dizem que os cães veem coisas"

Após uma sessão de pré-estreia em que inicialmente calou - para depois gerar sucessivas catarses coletivas - um lotado Cineteatro São Luiz, na última terça-feira (27/08), o filme "Bacurau", dos cineastas Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, chega nesta quinta-feira (29/08) aos cinemas de Fortaleza e de todo o país. Vencedor do Prêmio do Júri no Festival de Cannes deste ano - empatado com o drama francês "Les Misérables" - o longa tem tintas carregadas ao se passar na fictícia cidade que dá nome ao filme, alguns anos à frente da nossa época, sendo uma espécie de faroeste contemporâneo com intensa crítica social.

Numa trama sem protagonistas, em que os segmentos sociais alternam-se no comando da primazia da narrativa, sobressaem-se dois núcleos básicos de personagens: os moradores locais, dos quais a médica Domingas (Sônia Braga) e o misterioso Lunga (Silvero Pereira) surgem como líderes informais, e um grupo de assassinos estrangeiros, sob o comando de Michael (Udo Kier). O poder público, que tem à frente o prefeito Tony Jr. (Thardelly Lima), forma um terceiro eixo do roteiro - mais caricato e menos relevante que os demais.

Para quem está acostumado ao cinema de Kleber Mendonça Filho, não haverá surpresa nas situações muito mais sugeridas que explicitadas, bem como na oscilação do ritmo da narrativa - inicialmente lenta e posteriormente acelerada. Vale a pena ir ao cinema sabendo-se o mínimo possível acerca da trama. É suficiente que se diga estarmos diante de um retrato bastante alegórico (?) do Brasil de hoje, em que grupos se unem muito mais pelos ódios compartilhados que por supostas causas comuns.

Derrota prévia na disputa ao Oscar 2020

A atenção aos detalhes fará toda a diferença no acompanhar do filme, que poderá assustar aos que estavam acostumados ao tom intimista dos longas anteriores de Kléber, como "Aquarius" (2016) e "O Som ao Redor" (2012) - este último considerado pelo New York Times um dos dez melhores filmes daquele ano, situando o cineasta pernambucano ao lado de diretores como Steven Spielberg ("Lincoln"), Quentin Tarantino ("Django Livre") e Michael Haneke ("Amor).

Mesmo com o reconhecimento alcançado com seus filmes anteriores, Mendonça não teve melhor sorte neste ano, quando "Bacurau" perdeu, nesta terça-feira (27/08) - por um voto -, na escolha da Academia Brasileira de Cinema, a indicação prévia de representante do Brasil na disputa ao Oscar de melhor filme internacional para "A Vida Invisível", do cearense Karim Aïnouz, que será exibido nesta sexta-feira (30/08), na abertura do Cine Ceará, no Cineteatro São Luiz.

Uma coisa é certa: trata-se de um filme que prescinde de prêmios e cujo impacto permanecerá muito além do momento em que chega às telas. Tal qual o conto do escritor cearense Moreira Campos citado no início deste texto, uma personagem que permeia toda a sua narrativa, já eternizada, poderá também eternizar “Bacurau”: a Morte.

Serviço: “Bacurau”. (Brasil/França, 2019). Direção: Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles. Com Sônia Braga, Silvero Pereira, Udo Kier, Rodger Rogério e outros. Estreia nesta quinta-feira (29/08). Confira cinemas e horários disponíveis no link https://www.ingresso.com/fortaleza/home/filmes/bacurau

Texto: Salomão de Castro

 

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