Fortaleza, Sexta-feira, 03 Dezembro 2021
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O filme "Marighella", que estreou nesta quinta-feira (04/11) em todo o País, é um dos grandes lançamentos nacionais do ano, e chega a Fortaleza em sessões diversificadas, no Cineteatro São Luiz, Cinema do Dragão e em cinemas dos principais shoppings da cidade. A expectativa, portanto, é muito intensa quanto ao desempenho que terá nas bilheterias.

A história é sempre escrita pelos vencedores. Essa máxima, de autoria do escritor britânico George Orwell, é completamente subvertida pelo filme "Marighella", dirigido por Wagner Moura e que tem o compositor, cantor e ator Seu Jorge no papel do protagonista que dá nome à produção cinematográfica. O roteiro conta os últimos anos de vida de Carlos Marighella, situando a trama após o golpe militar de 1964, que derrubou o presidente João Goulart, democraticamente eleito pela população brasileira, e implantou um regime de exceção que permaneceu no poder até 1985.

É possível discutir se os métodos e os fins de Marighella são louváveis ou não.  mas não dá para  ignorar os princípios que o protagonista combatia. E, sobre essa natureza, Wagner Moura nos imerge em uma viagem inesquecível e infernal, feita de violência e tortura e entregando ao inspetor Lúcio (assombrosa composição de Bruno Gagliasso, em papel inspirado no delegado Sérgio Fleury) a tarefa "patriótica" de matar seus semelhantes.

Quando um deles, depois de longamente torturado, ainda grita "vocês estão matando um brasileiro!", percebemos melhor como as ditaduras são esse estado de guerra civil  permanente em que compatriotas são vistos como sub-gente a eliminar. O primeiro mérito político de "Marighella" está em lembrar-nos essa verdade, sobretudo no contexto em que o Brasil vive, com diversas semelhanças em relação ao cenário do País em 1964 no que se refere a comportamentos políticos.

O filme é um retrato importante e impiedoso sobre os 21 anos de ditadura militar no Brasil. Só por isso já merece ser visto. Não foram só as armas que derrubaram o regime. "Marighella" mostra que houve todo um trabalho de alienação protagonizado principalmente pelos meios de comunicação e também pelas instituições civis.

Mesmo que fosse uma obra totalmente ficcional, Marighella seria grandioso pelo roteiro bem construído, pela excelente atuação do elenco e pelo resgate histórico de uma época em que as pessoas eram totalmente cerceadas em seu direito de livre manifestação.

Sobre Carlos Marighella

O protagonista nasceu em Salvador (BA), em 5 de dezembro de 1911, filho de uma baiana e um imigrante italiano. Alfabetizado desde cedo, teve grande destaque nas instituições de ensino pelas quais passou, abandonou o curso de Engenharia Civil da Escola Politécnica da Bahia em 1934 para se filiar ao Partido Comunista Brasileiro (PCB). Em seguida, mudou-se para o Rio de Janeiro com a ocupação de militante profissional do partido. A partir deste momento, engatou na carreira política com afinco, sofrendo pela opressão ideológica desde antes da Ditadura Militar.

Após ser preso, torturado e solto pela ditadura do governo Getúlio Vargas, foi eleito deputado federal constituinte pelo PCB baiano em 1946. Depois, foi à China para estudar a revolução comunista chinesa. Quando a Ditadura Militar começou em 1964, ele foi preso e torturado em um cinema no Rio — situação decisiva para que optasse pela luta armada no combate ao regime militar.

Curiosamente, Marighella é outro papel histórico vivido por Seu Jorge. O primeiro foi o de Mané Galinha, no hoje considerado clássico "Cidade de Deus" (2002), de Fernando Meirelles, que concorreu ao Globo de Ouro e teve quatro indicações ao Oscar, dentre outros prêmios. O papel, porém, tinha menos destaque na trama, diferentemente do momento atual, em que o ator abraça a trajetória de um nome político importante para que compreendamos o Brasil de hoje e de ontem.

Serviço: "Marighella". Direção: Wagner Moura. Até o dia 19 de novembro, o filme terá sessões variadas no Cineteatro São Luiz,  com ingressos de R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia). Todas as exibições contarão com acessibilidade em Libras e Audiodescrição.

O filme também está sendo exibido no Cinema do Dragão do Mar, com sessões às 19h15min até o dia 10 de novembro.

O longa-metragem dirigido por Wagner Moura está em cartaz ainda no Cinépolis do Shopping Center Rio Mar (18h e 21h), UCI Kinoplex Iguatemi Fortaleza (14h30min, 17h40min e 20h50min), UCI Cinemas Parangaba (13h10min e 18h35min), Centerplex Via Sul (20h45min) e Centerplex Grand Messejana (17h15min).

JS/SC

 

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Publicado em Agenda Cultural

O cineasta Denis Villeneuve leva às telas mais um projeto arrojado, o que é característica frequente em sua carreira. Após sua estreia no mundo da ficção científica com "A Chegada", há cinco anos - que concorreu aos Oscar de melhor filme e diretor, dentre outros -, e de "Blade Runner 2049", de 2017 (sequência do clássico de Ridley Scott, de 1982), o diretor canadense entrega um filme estonteante, deslumbrante mesmo, baseado na obra-prima do americano Frank Herbert.

Com grande expectativa, o filme chega nesta quinta-feira (21/10), a diversos cinemas de Fortaleza, prometendo atrair cinéfilos às salas na retomada gradual das atividades nestes espaços.

Escrito em 1965, "Duna" se tornou um clássico instantâneo do gênero, ajudando inclusive a fundar o movimento da new wave, ou ficção científica "soft". Essa nova onda se punha diretamente em oposição à ficção científica "hard" que marcou toda a primeira parte do século 20, tendo Isaac Asimov, de "Fundação", como um de seus maiores expoentes -uma série inspirada em sua obra, aliás, está agora no catálogo do serviço de streaming Apple TV.

A new wave se caracterizou pelo abandono da fé cega à ciência, às descrições minuciosas de armas ou funcionamento das viagens estelares, os detalhes da biologia de espécies alienígenas, dentre outros assuntos. Havia ainda uma ambição literária maior e um dos pontos mais fortes dessa onda, visto em diversos livros, era a existência de uma figura messiânica.

Sobre a trama

No caso, esse messias parece ser Paul Atreides (Timothée Chalamet, indicado ao Oscar por "Me Chame pelo Seu Nome", de 2017). Ele é o herdeiro da Casa Atreides, num universo que mistura uma organização política medieval com uma tecnologia pouco exuberante, embora haja naves espaciais.

No entanto, não há computadores, proibidos pela religião interplanetária. Humanos com talentos especiais, capazes de uma rapidez de cálculo digna das máquinas, tomam o lugar deles. Esses humanos aparecem no filme, mas nada disso é explicado.

No início da trama, o duque Leto Atreides recebe um novo feudo do imperador, o planeta Arrakis. Coberto totalmente por um deserto, por isso apelidado de Duna, o planeta é o único no universo que produz a especiaria que possibilita as viagens espaciais, além de alterar as percepções de quem entra em contato com o pó mágico. A mãe de Paul, vivida por Rebecca Ferguson, faz parte de uma ordem de feiticeiras que, nos bastidores, tenta traçar as rotas políticas do império.

No entanto, há uma questão que se impõe. Além de gigantescos vermes que vivem sob as areias do deserto, Duna também tem seus habitantes humanos, chamados de fremen. E a chegada dos Atreides por ali os põe como colonizadores interessados nas riquezas de uma terra bárbara.

Os fremen são claramente caracterizados como árabes. Têm pele escura, usam véus de beduínos, falam uma língua de raízes árabes, inclusive no livro original, e se organizam de forma tribal, com espaço para desafios másculos pela liderança. Resta pouca dúvida de que há uma metáfora clara entre o Oriente Médio e o seu precioso petróleo, disputado a tapas pelas potências ocidentais.

Do outro lado do espectro, temos a Casa Harkonnen, que, por 80 anos, controlou Duna e faturou muito dinheiro com a especiaria. Violentos, sem preocupação com os fremen e ávidos por recuperar Duna, são os vilões que se espera de uma ópera espacial. O barão Vladimir Harkonnen (Stellan Skarsgard) é um dos vilões mais temíveis já vistos no cinema atual.

O filme traz um elenco estelar - Jason Momoa, Josh Brolin, Javier Bardem e Charlotte Rampling dividem espaço com Zendaya, protagonista da festejada série "Euphoria" e interesse romântico de Peter Parker nos últimos filmes do Homem-Aranha. O visual também se destaca. A exemplo do que havia feito em "A Chegada" e "Blade Runner 2049", Villeneuve apresenta cenários e naves gigantescos e, ao mesmo tempo, minimalistas. A música, entre militar e fúnebre, é outro ponto alto de "Duna".

Saiba mais

Em 1984, o diretor David Lynch adaptou o livro. O filme, que trazia Kyle MacLachlan como Paul Atreides e Sting como um dos vilões, contava a história toda em duas horas e 15 minutos. Este título está disponível na Netflix.

Serviço: Duna (Dune, EUA, 2021). Direção: Denis Villeneuve. Elenco: Timothée Chalamet, Rebecca Ferguson, Oscar Issac. Em exibição nos cinemas: Kinoplex North Shopping (14:25, 17:30 e 20:40), Cinépolis (14:45, 18:00, 18:45 e 21:15), UCI Kinoplex Iguatemi (15:00, 18:10 e 21:20 - sala IMAX, 14:00, 17:10 e 20:20), UCI Cinemas Parangaba (14:50, 18:00, 18:10 e 21:10), Cinépolis North Shopping Jóquei (14:20, 17:30 e 20:30), Cinépolis RioMar Fortaleza (14:30, 15:15, 17:30, 18:30, 20:45, 21:15 e 21:45), Centerplex Via Sul (16:45 e 20:00). 

Da Folhapress, com Núcleo de Comunicação Interna da Alece

 

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Desde quinta-feira (03/09), os cinéfilos retomam a opção de voltar à experiência de assistir aos filmes em uma grande tela, na sala escura, o que não era possível desde maio passado. Em Fortaleza e na Região Metropolitana da capital, os cinemas dos shoppings Benfica, North Shopping Fortaleza, RioMar Kennedy, RioMar Papicu, Eusébio e Iandê (Caucaia) começam a receber, a partir dos próximos dias, o festival “De volta para o cinema”.

A programação é atrativa para quem pretende a ir aos shoppings neste fim de semana, incluindo o feriado desta segunda-feira (07/09, data que marca a Independência do Brasil). Filmes nostálgicos e blockbusters entram em cartaz na primeira semana da retomada de cinemas de várias cidades do País, com ingressos a preços fixos de R$ 10 para salas convencionais e R$ 20 para salas VIP, além da meia-entrada.

O retorno  dos  cinemas foi autorizado por meio no Decreto de nº 33.730, publicado pelo Governo do Estado no último dia 29 de agosto. Os espaços devem seguir os protocolos geral e específicos do Plano de Retomada Responsável das Atividades Econômicas e Comportamentais.

As medidas incluem o  uso obrigatório de máscaras, o distanciamento social, oferta de álcool em gel, distanciamento nas filas e conferência visual dos ingressos. O decreto prevê que os cinemas podem funcionar com 35% da sua capacidade, a exemplo de teatros, museus e bibliotecas.

Confira a programação  completa:

Shopping Benfica. Em cartaz: Exibição de filmes da programação do festival “De volta para o cinema”: “Homem Aranha no Aranha Verso”; “Harry Potter e a Pedra Filosofal”; “Crepúsculo”; “Matrix”; “Vingadores” e “Pantera Negra”. Sujeita a alteração. Horários: Confira no site do Shopping Benfica (https://www.shoppingbenfica.com.br/cinemas/).

North Shopping Fortaleza. Em cartaz: Programação inclui títulos recentes, como “O Segredo: Ouse Olhar” e “A Maldição do Espelho”, e também filmes que fazem parte do festival “De volta para o cinema”, como “Os Vingadores”, “E.T. - O Extraterrestre”, “Minha Mãe é Uma Peça” e “De Volta Para o Futuro”. Sujeita a alteração. Horários: confira no site do Kinoplex

Iandê Shopping. Em cartaz: A programação do shopping de Caucaia conta com títulos recentes, como "O Segredo: Ouse Sonhar", e também com filmes do festival "De Volta Para o Cinema". Serão exibidos "O Exorcista", "Os Vingadores" e a animação "Divertida Mente". Sujeita a alteração. Horários: confira no site do Multicine

JB/SC, com informações do jornal  O Povo

 

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Quinta, 02 Janeiro 2020 11:41

Estreias movimentam cinemas neste mês

Duas estreias nos cinemas animam os cinéfilos fortalezenses em janeiro. Chegam hoje às telas de Fortaleza e de todo o país os filmes “O Farol”, de Robert Eggers, e “O caso Richard Jewell”, de Clint Eastwood. Ambos receberam elogios da crítica onde foram exibidos e são apontados como pré-candidatos ao Oscar 2020 em algumas categorias. As indicações para o grande prêmio do cinema estadunidense serão divulgadas no próximo dia 13 de janeiro.

“O Farol” passa-se no início do século XX. Thomas Wake (Willem Dafoe), responsável pelo farol de uma ilha isolada, contrata o jovem Ephraim Winslow (Robert Pattinson) para substituir o ajudante anterior e colaborar nas tarefas diárias. No entanto, o acesso ao farol é mantido fechado ao novato, que se torna cada vez mais curioso com este espaço privado.

Enquanto os dois homens se conhecem e se provocam, Ephraim fica obcecado em descobrir o que acontece naquele espaço fechado, ao mesmo tempo em que fenômenos estranhos começam a acontecer ao seu redor. O longa é apontado como pré-candidato ao Oscar nas categorias de melhor ator coadjuvante (Willem Dafoe) e melhor fotografia.

Já o novo filme de Clint Eastwood trata da história real de Richard Jewell (Paul Walter Hauser), segurança que se tornou um dos principais suspeitos de bombardear as Olimpíadas de Atlanta, no ano de 1996. Na realidade, ele foi o responsável por ajudar inocentes a fugirem do local e avisar da existência de um dos explosivos. Pelo filme, a veterana Kathy Bates é tida como uma das possíveis candidatas ao Oscar 2020 de melhor atriz coadjuvante.

Serviço:

O Farol. Direção: Robert Eggers. Com Robert Pattinson e Willem Dafoe. Em exibição no Cinema do Dragão do Mar, com sessões às 16:00, 18:00 e 20:00.

O caso Richard Jewell. Direção: Clint Eastwood. Com Paul Walter Hauser, Sam Rockwell e Kathy Bates. Em exibição no Cinépolis Rio Mar (14:10, 17:30 e 20:30) e UCI Kinoplex Iguatemi (13:20, 18:35 e 22:00).

SC

 

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